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sábado, 18 de abril de 2020

56-NOSSA SENHORA GAÚCHA DO MATE (PADROEIRA DO MERCOSUL), DIA 10 DE JULHO

        É comum nos diversos títulos da Imaculada Mãe de Deus, fatos milagrosos como o milagre do Sol em Fátima, imagens que comprovadamente choram, curas de enfermos, etc. Entretanto, a história de Nossa Senhora Gaucha do Mate não nasce de um fato miraculoso em si. 
       Não teve origem em uma aparição ou um milagre proclamado, ela nasceu para cristalizar o amor que os gaúchos das regiões dos pampas sentem por Nossa Senhora, que os acompanham na vida diária. 
        Há muito tempo eles invocam Nossa Senhora Gaúcha do Mate, desde o raiar do sol quando começam a tomam mate. Neste momento tornando-a presente no coração, ganham força na fé e se sentem muito melhor.
GAÚCHA é uma palavra que significa pessoa nobre e generosa, usado para identificar os povos originários das planícies dos Pampas do sul da América do Sul.
Mate é uma infusão obtida com as folhas da planta 'ilex paraguayensis', amplamente consumida pelas famílias da Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Chile e do sul do Brasil. 
        Cada localidade tem sua particularidade na hora do preparo e consumo. Neste ritual, a exemplo do chá, se expressa o símbolo da família, amizade, encontro e partilha, entre irmãos e amigos, que fortalece e cria novos vínculos. É uma celebração plena de conteúdo humano, cristão e muito regional.
        A invocação à Virgem Gaúcha do Mate é quase tão antiga quanto este ritual. 
        Por isto um grupo de leigos e os padres salesianos da província argentina de Missões, liderados pelo sacerdote Domingos Lancelotti, encabeçaram um movimento junto à Santa Sé a fim de obter o reconhecimento à essa nova devoção mariana. 
        João Paulo II, fervoroso devoto da Virgem, visitou oficialmente a Argentina em 1982 e 1987.
        Nas duas ocasiões foi fotografado tomando mate e presenteado com muitos mates e cuias para aprecia-lo.
        Também recebeu importantes testemunhos favoráveis à devoção de Nossa Senhora Gaúcha do Mate como evangelizadora e reflexo da cultura deste pedaço da América.
        O movimento ganhou novo impulso em 1989, quando a Conferência Episcopal da Argentina reassumiu sua gestão direta da igreja nacional situada na Cidade Eterna. Nas festividades do Natal de 1992, uma comitiva vinda da Argentina entregou ao Papa João Paulo II alguns presentes típicos da região dos pampas. 
        Dentre eles estava um quadro com a cópia da imagem de Nossa Senhora Gaúcha do Mate venerada pela população. 
        A obra original é da artista Maria Inês Rosnhiski uma marista que, inspirada na devoção, representou Maria com roupas comuns e simples, com o cotidiano gesto de servir um mate junto ao braseiro.
No dia primeiro de maio de 1993, o núncio apostólico argentino recebeu um documento escrito e assinado pelo mesmo Papa, para ser entregue ao padre salesiano Domingo Lancelotti, em que se lê: 

'De todo coração outorgamos a implorada benção apostólica, sob os auspícios de Nossa Senhora Gaúcha do Mate'. 

        O quadro original da imagem foi entronizado na igreja da Cidade dos Apóstolos da província das Missões, na Argentina. 
        Sua festa é celebrada na abertura da Exposição anual da Erva Mate, que ocorre sempre na primeira quinzena de julho nesta cidade. 
        Na solenidade de 1994, ela foi proclamada 'Padroeira da Erva Mate' e uma estátua esculpida em madeira, conforme a original, colocada em uma gruta de pedra ao lado do pavilhão de exposições.
        Além disto, em 1998 durante a Reunião dos representantes dos países que integram o Mercosul, por expressa solicitação dos cônsules da Argentina, Paraguai e do Brasil foi proposta Nossa Senhora Gaúcha do Mate como 'Padroeira do Mercosul'.

ORAÇÃO*:
Santíssima Virgem Maria, 
Senhora dos Anjos e dos homens, 
Suplicantes vos pedimos,
que volveis vosso Imaculado olhar,
sobre todo o Mercosul.
Vós que sois a Onipotência suplicante,
e é carinhosamente chamada 
de Nossa Senhora Gaúcha do Mate.
Volvei vosso olhar, ó Mãe, 
as nossas necessidades espirituais e materiais, 
para que sempre a vontade de Deus se realize 
sobre nós, teus filhos.
Amém.

sábado, 24 de novembro de 2018

44-NOSSA SENHORA DA PAZ (PADROEIRA DE EL SALVADOR), DIA 9 DE JULHO


      A devoção a Nossa Senhora da Paz nasceu na cidade de Toledo, Espanha, no século XI. Durante a invasão dos mouros à Espanha, eles tomaram na cidade um templo dedicado a Nossa Senhora, transformando-o em mesquita. Quando os espanhóis retomaram Toledo, o rei da Espanha fez um acordo pelo qual garantiu que a mesquita continuaria a existir como templo muçulmano. A população, na sua maioria cristã, liderada pela rainha e pelo arcebispo saiu às ruas vestida de luto para protestar contra a decisão do rei.
        Indignado com a desobediência dos súditos à sua decisão, Afonso VI prometeu punir os responsáveis pela revolta. Vendo a fúria com que o rei partiria para a vingança contra sua esposa e o religioso, a população ajoelhou-se para pedir à Virgem Santíssima que abrandasse o coração do rei. Os mouros, receosos da atitude que o povo teria para com eles, pediram ao monarca que os perdoasse. Afonso VI acatou o pedido dos mouros e perdoou a rainha e o arcebispo. Numa procissão triunfante, a Virgem voltou para seu templo e instaurou a paz na cidade. A partir desta data ela foi venerada como Nossa Senhora da Paz.
        Existe uma outra versão para a devoção a Nossa Senhora da Paz, padroeira de El Salvador. As duas imagens se assemelham, estando a diferença entre elas, na planta que seguram com a mão direita. No caso de Nossa Senhora da Paz, vemos em sua mão um ramo de oliveira, símbolo da Paz. A padroeira do país centro-americano traz em sua mão uma palma de ouro, lembrando a proteção da Virgem, quando um vulcão entrou em erupção e suas lavas foram desviadas da cidade pela intercessão de Nossa Senhora.
        A história da padroeira de El Salvador, conta também que no ano de 1682, a cidade erar era assolada por uma violenta guerra fratricida. Foi naqueles dias que alguns mercadores, passando pelas praias do Mar do Sul, encontraram uma grande caixa de madeira e ficaram muito intrigados. Tentaram abri-Ia mas foi em vão. Resolveram então levá-Ia ao centro da cidade para as autoridades, pois julgaram tratar-se de algum tesouro à deriva depois de um assalto pirata.
        Com muito custo, pois a caixa era muito pesada, chegaram à pequena Vila de São Miguel, e eis que, em frente à igreja paroquial, o burrico que carregava a preciosa carga empacou. Acharam melhor abrir ali mesmo a caixa. Qual não foi a surpresa de todos ao encontrar a linda imagem da Virgem, em tamanho natural, vestida de rainha, com o Menino Jesus em seu braço esquerdo.
        A notícia do encontro da imagem correu rápido por todos os cantos do país, chegando até aos campos de batalha.
        E o primeiro prodígio aconteceu. Soldados e civis, tocados pela doce ternura da Virgem, depuseram as armas e a paz reinou em todo o país. Passaram então a chamá-la Nossa Senhora da Paz. E ficaram no ar sem respostas as dúvidas a seu respeito: Para onde estaria indo a imagem da Virgem da Paz? Teria seu navio sido vítima de um naufrágio? Por que o burrico empacou justamente diante da igreja, na praça principal?
        O certo é que ali mesmo construíram o primeiro altar a Nossa Senhora da Paz, de onde manifestaram-se muitos favores e bênçãos ao povo salvadorenho. Guerras são evitadas, tremores de terra, tempestades, vulcões são neutralizados sempre com a intercessão da querida Virgem da Paz. 
Em 23 de novembro de 1966 ela foi proclamada Padroeira de EI Salvador, pelo Papa Paulo VI. Sua festa oficial acontece no dia 9 de julho.

ORAÇÃO:
Ó Senhora Mãe de Jesus e da Paz, 
intercessora junto ao Pai. 
Aqui estamos na tua presença 
com nosso coração apertado 
pelos sofrimentos do dia a dia, 
pelas injustiças sociais, 
pelo desamor, 
egoísmo, opressão, desemprego, 
falta de saúde, 
desunião conjugal e familiar, 
maldades, invejas, 
que nos afastam da verdadeira paz. 
Nossa Senhora da Paz, 
volva para nós o teu olhar amoroso 
de Mãe piedosa, 
da mesma forma que dirigiste ao teu Filho 
no caminho do Calvário 
e transmite-nos a paz 
para que sejamos cada vez mais 
semelhantes ao teu Filho Jesus. 
Que saibamos trabalhar 
pelo seu Reino de amor e justiça, 
semeando a união e a paz 
entre os irmãos e irmãs, 
com  teu Coração aberto 
atento e acolhedor, 
acolha neste momento as nossas súplicas. 
Nossa Senhora da Paz, 
rogai por nós e dai-nos a vossa Paz!

sábado, 15 de setembro de 2018

35-NOSSA SENHORA DE CHIQUINQUIRÁ (PADROEIRA DA COLÔMBIA), 9 DE JULHO


        Chiquinquirá é uma pequena cidade situada às margens do rio Suárez, na Colômbia. É também conhecida como capital da província do ocidente e capital religiosa da nação. Seu nome, na língua dos índios chibcha, significa "povo sacerdotal". 
        "A Colômbia é um jardim mariano, em cujos santuários domina, como o sol entre as estrelas, Nossa Senhora de Chiquinquirá", são palavras de Pio XII depois repetidas por são João Paulo II em julho de 1986, por ocasião do quarto centenário da restauração miraculosa do quadro da Virgem.
        Podemos observar ao lado a imagem original de Nossa Senhora de Chiquinquirá.
       No século XVI, os missionários dominicanos chegaram na Colômbia, portando a imagem de Nossa Senhora para converter os indígenas ao catolicismo.
        Um dos colonizadores foi Antônio de Santana (não é o santo brasileiro), era um homem muito rico, designado como administrador das aldeias de Sutmarchán e Chiquinquirá. Devoto da Virgem do Rosário ele pediu ao padre dominicano, André Jadraque, que providenciasse uma imagem dessa invocação para colocar na capela erguida em Sutmarchán. Como de costume, construiu uma casa em Suta para acolher a família e servir como base para administrar as terras. Aí também construiu uma capela, na qual pôs uma imagem de Nossa Senhora do Rosário. A encomenda foi passada ao pintor Alonso de Narváez, radicado na região. Ao lado de Maria estavam pintados santo André e santo Antônio de Pádua. 
        Esse quadro, medindo l,13x26, foi feito sobre uma tela rústica tecida pelos índios.
        Depois de doze anos exposto à veneração popular, essa obra de arte apresentou sinais de deterioração e foi retirada do altar. A manta de algodão na qual foi feita a pintura se deteriorou e rasgou. A imagem ficou quase completamente apagada.
        Em 1577, Dom Antonio faleceu e a viúva Dona Joana, se retirou para aquela propriedade. Na arrumação da chegada, o quadro do Virgem do Rosário foi colocado num canto da capela e lá ficou esquecido.
        Maria Ramos, uma devota, encontrando-o entre velharias de um depósito, recolheu o quadro e colocou-o num pequeno altar em sua casa. Diante desse altar, toda tarde rezava com parentes e amigos.
        Conta-se que no dia 26 de dezembro de 1586, numa sexta-feira, Maria Ramos se preparava para sair da capela, quando uma índia cristã despertou sua atenção para a imagem, que aparecia cercada de brilhantes resplendores.a tela se iluminou, as cores se reavivaram e a imagem reapareceu límpida e bela deixando atônitas as pessoas que ali rezavam.
        Maria Ramos prestou atenção à ocorrência e foi grande seu assombro ao se dar conta da grande transformação que se dera na pintura, cujas cores, antes tão manchadas, agora apareciam vivas e claras, tão fortemente que resplandeciam por toda a capela. Maria Ramos e a índia começaram a clamar jubilosas até que chega Juana de Santana.
        Ao lado vemos a o interior da basílica de Nossa Senhora de Chiquinquirá.
        As três mulheres se ajoelharam e louvaram a Deus por tão grande maravilha. E o prodígio se espalhou, tendo início os milagres.
        A notícia do prodígio espalhou-se. Logo iniciaram-se as grandes peregrinações. Foi construída no local uma pequena capela que em 1608 tornou-se uma bela igreja e, em 1812, cedeu lugar à atual basílica.

        A pequena cidade colombiana de Chiquinquirá, às margens do rio Suárez, é testemunha de inumeráveis favores de Maria ao povo colombiano. Várias vezes durante o primeiro século de independência, quando o país foi vítima de lutas sanguinárias, a intervenção da Virgem foi decisiva. Em 1816, proclamada Capitã do exército, a imagem foi levada ao campo de batalha. No dia da vitória
ela recebeu, como ex-voto, a espada gloriosa do "libertador" Simon Bolívar.
Na Colômbia a imagem repousa na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Chiquinquirá (imagem aio lado), onde milhares de peregrinos, não só no dia de sua festa em 9 de julho, mas a cada domingo, quando missas e procissões são realizadas. Em 3 de julho de 1986 o Papa João Paulo II visitou o santuário e rezou pela paz na Colômbia aos pés da Virgem Maria. Em 9 de julho de 1999, a última tela visitou a cidade de Bogotá para presidir a oração pela paz. É conhecido pelo nome da cidade de Chiquinquirá, onde o primeiro dos seus eventos miraculosos teve lugar, e em que a tela original repousa.
        Uma imagem da Virgem de Chiquinquirá de Venezuela repousa na Basílica de Maracaibo.               Nesta cidade, a cada ano, 18 de novembro é comemorado a tradicional "Feria de La Chinita" e missas e procissões em honra da Virgem.
        O papa Pio VII a declarou Nossa Senhora de Chiquinquirá padroeira da Colômbia em 1829, para ser celebrada no dia 09 de julho. Mas o povo a homenageia também em 26 de dezembro, data do primeiro milagre do quadro. 

        A coroação canônica ocorreu em 1919. Além da Colômbia, Nossa Senhora de Chiquinquirá é padroeira do Estado de Zulia, na Venezuela, e da cidade de Caraz, no departamento de Ancash, no Peru.

        A imagem foi canonicamente coroada em 1919.
        Em 18 de novembro de 1794, se repetiu o milagre da renovação da imagem dessa invocação, desta vez pintada em madeira, na cidade de Maracaibo, Venezuela. Uma igreja foi erguida no local do prodígio. A fama dos milagres se manteve vigorosa através dos tempos e os venezuelanos passaram a invocar "La Chinita", como amorosamente nomearam a Virgem do Rosário de Maracaibo. Assim, em 18 de novembro de 1942, a Igreja Católica coroou canonicamente a imagem da Padroeira de Maracaibo. Foi a primeira celebração oficial no seu dia. Além disso, a igreja onde se venera a imagem milagrosa venezuelana foi consagrada como: Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Chiquinquirá de Maracaibo. Abaixo postamos um documentário sobre a Virgem de Chiquinquirá!


ORAÇÃO:
Mãe padroeira da Colômbia, 
de Chiquinquirá 
abençoai a nossa terra, 
a nossa família, 
o nossos amigos, 
a nossa vida toda. 
A vós nos consagramos, 
a fim de sermos adotados 
como filhos amados e protegidos. 
Amém.


sábado, 21 de julho de 2018

23- NOSSA SENHORA ROSA MÍSTICA, 13 DE JULHO

       Desde os primeiros séculos, Nossa Senhora é invocada como Rosa Mística.
     O Hino Acatista, das igrejas do Ocidente, tem a invocação "Maria, Rosa Mística, da qual veio Cristo como milagroso perfume...".
        As ladainhas lauteranas, que datam de 1587, também trazem a invocação "Rosa Mística", que aparece ainda nos escritos dos Santos Padres.
        Na Itália, a devoção mais antiga a Rosa Mística está relacionada a uma pequena imagem de Nossa Senhora segurando o Menino Jesus no braço esquerdo, tendo na mão direita um galho de roseira com uma flor aberta.
        A Nossa Senhora Rosa Mística se atribuem uma série de milagres, desde 1737. Na Alemanha, o Santuário de Rosenberg abriga uma imagem milagrosa de Nossa Senhora Rosa Mística, venerada desde 1738. No pedestal da imagem estão três rosas, uma vermelha, uma amarela e uma branca. 
        A mais conhecida devoção é relacionada às aparições de Nossa Senhora a  Pierina Gilli, no hospital em que trabalhava na cidade de Montechiari, ao norte da Itália. 
        O ano era 1947 e, um certo dia, Pierina estava num dos quartos do hospital quando teve a visão da Virgem, vestida com uma túnica púrpura e um véu branco. Em seu peito tinha três espadas encravadas e sua feição era de muita tristeza.
      Nossa Senhora chorou e disse três palavras: "oração, penitência e expiação".
         Existe um significado para as três espadas que apareceram no coração de Maria. Uma das espadas simboliza a escassez das vocações; outra espada representa os pecados mortais dos religiosos e a última simboliza o sofrimento sentido por Maria pelos sacerdotes e monges que cometeram a mesma traição de Judas.
        Na segunda aparição, as espadas foram substituídas por três rosas: uma vermelha (representando o espírito de oração e sacrifício), uma amarela (espírito de penitência) e uma branca (espírito de oração). e uma dourada. Nossa Senhora disse que tinha vindo para auxiliar aos sacerdotes, através de uma nova devoção Mariana a ser instituída em todo o mundo. Neste dia a Virgem Santíssima pediu que o dia 31 de cada mês fosse consagrado como dia mariano e escolheu o dia 13 de julho para ser dedicado à "Rosa Mística".
        Nas aparições seguintes, a Mãe de Deus insistiu nos pedidos de oração e penitência, decretou o dia 8 de dezembro ao meio-dia como a "hora da graça" e manifestou o desejo de ser venerada como Nossa Senhora da Rosa Mística, sempre unida à veneração do seu Coração Imaculado, principalmente nos conventos e instituições religiosas.
        Em 1966, Nossa Senhora iniciou a segunda etapa de aparições para Pierina Gilli na gruta em Fontanelle, bairro de Montechiari, onde realizou muitas curas. Numa das aparições, a Virgem disse que seu Divino Filho a tinha enviado para dar poderes de cura milagrosa a esta fonte para todos os enfermos, e todos os filhos que se arrependerem diante de Jesus Cristo.

ORAÇÃO:
Rosa Mística, Virgem Imaculada, Mãe da Graça,
para honra de vosso Divino Filho, nos prostramos diante de vós, 
implorando a misericórdia de Deus; 
não por nossos méritos, 
mas pelo amor de vosso Coração Maternal,
nós vos suplicamos que nos concedais proteção e graça 
com a certeza de que nos haveis de atender.
Ave Maria...

Rosa Mística, Mãe de Jesus, Rainha do Santo Rosário e Mãe da Igreja, 
Corpo Místico de Cristo, 
nós vos pedimos que concedais ao mundo, 
dilacerado pela discórdia, 
a unidade e a paz 
e todas aquelas graças 
que podem mudar o coração de tantos de teus filhos.
Ave Maria...

Rosa Mística, Rainha dos Apóstolos, 
fazei florescer a volta da Mesa da Eucaristia, 
muitas vocações sacerdotais e religiosas 
que difundam, com a santidade de sua vida 
e com o zelo apostólico pelas almas, 
o Reino de vosso Filho Jesus por todo o mundo. 
Derramai sobre nós também 
a abundância de vossas graças celestiais!
Ave Maria..
Salve Rainha...

sexta-feira, 15 de julho de 2016

15-NOSSA SENHORA DO CARMO (PADROEIRA DO CHILE), 16 DE JULHO


        A Sagrada Escritura se refere à beleza do Carmelo, onde o profeta Elias defendeu a pureza da fé de Israel no Deus vivo. No século XII, alguns eremitas se retiraram para aquele monte, construindo mais tarde uma Ordem religiosa dedicada à vida contemplativa, sob a proteção da Virgem Maria.
Alguns anos depois, perseguidos pelos Sarracenos, estes monges se estabeleceram na Europa, onde também foram alvo de muitas perseguições. Simão Stock, então Superior Geral da Ordem, pediu em suas orações que Nossa Senhora protegesse sua Ordem do Carmo e lhe desse algum sinal de sua proteção. 
        Sensibilizada pelas súplicas de seu servo, a Mãe de Deus lhe apareceu tendo na mão o escapulário do Carmo. Ao entregá-lo disse: "RECEBE, MEU QUERIDO FILHO, ESTE ESCAPULÁRIO COMO SINAL DE MINHA CONFRARIA E PROVA DO PRIVILÉGIO QUE OBTIVE PARA TI E PARA TODOS OS CARMELITAS; É SINAL DE SALVAÇÃO, UM ESCUDO NOS PERIGOS, UM PENHOR DE PAZ E ALIANÇA ETERNA. AQUELE QUE MORRER USANDO ESTE ESCAPULÁRIO SERÁ PRESERVADO DO FOGO ETERNO". Esta aparição se deu em Cambridge em 16 de julho de 1251.
        Logo que a notícia da aparição foi difundida, a Ordem dos Carmelitas, até esse dia tão perseguida, recuperou a sua paz e tranquilidade, tornou-se respeitada e espalhou-se pelo mundo. Simão Stock (São Simão Stock), depois de trabalhar arduamente na divulgação do santo escapulário, morreu no dia 16 de julho de 1265.
CASO VOCÊ AINDA NÃO USE O ESCAPULÁRIO, TE CONVIDO A USAR, SE REVESTIR DO ESCAPULÁRIO, É SE REVESTIR DA PROTEÇÃO DE MARIA, ANTES, DURANTE E APÓS A MORTE. NOSSA SENHORA DO CARMO PROMETE LIVRAR DO PURGATÓRIO NO PRIMEIRO SÁBADO APÓS A MORTE, TODOS QUE MORREREM REVESTIDOS COM SEU MANDO SAGRADO (SEU ESCAPULÁRIO). A IMPOSIÇÃO DO ESCAPULÁRIO DEVE SER REALIZADA POR UM PADRE, LIGADO A ORDEM DO CARMO, OU COM AUTORIZAÇÃO DA ORDEM. PROCURE UM SACERDOTE PARA RECEBER A IMPOSIÇÃO.

CONFIRA O VÍDEO DO PADRE PAULO RICARDO SOBRE O ESCAPULÁRIO DE NOSSA SENHORA DO CARMO

ORAÇÃO:
Ó incomparável Senhora do Carmo, 
pelo amor que vosso Coração de Mãe 
tem a nós vossos filhos, 
obtende-nos as graças que mais precisamos. 
Pedimos especialmente a consolação, 
a perseverança, a coragem a confiança. 
Aos enfermos pedimos saúde, 
às almas do purgatório, alívio e libertação.
 Imploramos especialmente nesse momento, 
ó boa e divina Mãe, 
o socorro de vossa bondade maternal 
e de vosso poder, a graça... 
Finalmente alcançai-nos a graça de uma boa morte. 
Nossa Senhora do Carmo libertai as benditas almas do purgatório. 
Amém!

segunda-feira, 13 de junho de 2016

13-NOSSA SENHORA DA ÁFRICA, 02 DE JULHO

   

       A primeira evangelização do continente africano teve início, na Argélia, África do Norte, no segundo século da primeira era cristã. Neste período, Argélia tornou-se província do Império Romano e conheceu, então, os primeiros discípulos de Cristo, vindos como evangelizadores. Entre eles Santo Agostinho, pai e Doutor da Igreja. No século V, o país estava repleto, de basílicas e santuários marianos, e se caracterizava por sua cristandade florescente! 
         A partir do século VII, os árabes impuseram a religião islâmica. Hoje o islamismo é a religião do estado, praticada por 98% do povo, restando 2% para os católicos, não há mais de 60 mil católicos em todo o país.
        Na cidade de Argel, capital de Argélia, encontra-se o célebre santuário mariano dedicado a Nossa Senhora da África.
        Conta a história que foram duas mulheres que idealizaram este santuário a Nossa Senhor da África. Em 1846 duas jovens operárias, Margarita Bergezio e Anna Cuiquien de Lyon, França, mas de origem italiana, acompanharam o bispo Pavy que iria assumir a diocese de Argel e elas se dedicariam às obras sociais que o mesmo bispo fundara na Argélia.
        As duas jovens missionárias, chegando a Argel, não encontraram nenhum santuário mariano, sentiram a falta de uma igreja ou capela dedicada à Mãe de Deus, na qual pudessem expandir a sua devoção.
        Tiveram a ideia de colocar uma pequena imagem da Virgem sobre uma oliveira nas proximidades de Argel. Pouco a pouco o lugar se transformou num centro de peregrinação por parte de numerosos devotos de Nossa Senhora. 
        No dia 2 de julho de 1857, as mulheres, com a ajuda do povo, conseguiram construir uma pequena e modesta capela. Vendo isto, o bispo de Argel fez um apelo ao povo, e os donativos foram chegando de modo que puderam iniciar no dia 02 de fevereiro de 1858, a construção do atual santuário. Belas pedras extraídas das pedreiras de Koulba foram os primeiros assentos do Santuário.
        O atual santuário foi concluído em 1872 sobre rochas elevadas que domina o mar e a cidade de Argel. À imagem entronizada no Santuário recebeu o título de Nossa Senhora da África, e foi oferecida pelas alunas das Irmãs do Sagrado Coração de Lyon. É uma imagem de bronze, que foi coroada em 20 de abril de 1876.
        Numerosos são os peregrinos que o visitam. Não apenas católicos, como também muçulmanos, especialmente as mulheres, vêm de todas as partes para rezar ante a imagem da Santíssima Virgem.
        A devoção à Virgem Maria encontrou no continente africano, um novo elã, principalmente depois da metade do século XX e após o lançamento de uma nova evangelização, às vésperas do século XXI.
Fonte: http://www.paulinas.org.br/

ORAÇÃO
Sob o vosso manto, ó amada Mãe, 
buscamos a força para vencer as dificuldades 
que enfrentamos na vivência da fé em vosso Filho. 
A cada dia recorremos a vós 
pedindo alegria, paz e tolerância 
para nos relacionarmos bem 
com os irmãos de outras crenças. 
Virgem Maria, 
intitulada Nossa Senhora da África, 
ajude-nos Mãe, 
a caminhar na estrada na unidade 
e da caridade com nosssos irmãos, 
e sobretudo, 
fortalecei-nos no caminho vitorioso da Cruz, 
ó clemente, ó piedosa, o doce, sempre Virgem Maria. 
Amém