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quarta-feira, 22 de agosto de 2018

28-NOSSA SENHORA DA DIVINA PROVIDÊNCIA, (PADROEIRA DE PORTO RICO),19 DE NOVEMBRO

        Desde o século XII, Nossa Senhora da Divina Providência já era invocada na Itália. Só no século XVIII, porém, esse título foi reconhecido oficialmente pela Santa Sé e se espalhou pelo mundo se difundindo na Europa, chegando até a Espanha, onde foi construído um santuário, em Terragona. 
        A história desse quadro teve início quando, para ampliar a famosa Piazza Colonna, foi preciso demolir um antigo convento ali existente. Em uma das paredes estava encrustado o belíssimo afresco de autor desconhecido, representando a Virgem Maria.
        Apesar de todo cuidado que tiveram para removê-lo, não conseguiram evitar que o quadro caísse e se fizesse em pedaços. 
        O arquiteto, sentindo vivamente a perda do afresco, quis indenizar os religiosos, e a grande custo adquiriu um quadro da Virgem, obra-prima de Scipione Pulzone. A pintura, que tem 54 cm de altura por 42 de largura, foi colocada no altar do oratório situado no primeiro andar do convento de São Carlos, por ser o local em que os religiosos se reuniam para os exercícios de piedade. 

        Quase um século depois, um jovem sacerdote encontrou entre velhos documentos um manuscrito sobre a construção da igreja e do mosteiro, no qual o fundador dizia ter sido a Virgem Maria sua única provedora naquela obra. Como por inspiração divina, mandou fazer uma cópia do quadro doado pelo engenheiro e colocou-o no corredor entre o convento e a igreja, com a seguinte inscrição: "Mater Divinae Providentiae". O corredor, onde estava o quadro, foi transformado em capela, inaugurada em 1744.
        Surgiu então a Confraria de Nossa Senhora Mãe da Divina Providência. O Superior Geral dos Barnabitas na época, Pe. Mário Maccabei, mandou transformar o local em uma capela, inaugurada em 28 de junho de 1742. O grupo de fiéis foi aumentando e se transformou em Confraria, aprovada pelo papa Bento XIV, em 25 de setembro de 1744. O Papa Gregório XVI a elevou à categoria de Arquiconfraria, no dia 16 de julho de 1839. Muitos papas, reis e príncipes se inscreveram na Arquiconfraria, mas quem mais se distinguiu pelo zelo e devoção foi o papa Pio IX, que frequentava a Igreja de São Carlos. Em novembro de 1888, por um decreto do Cabido Vaticano, a imagem foi solenemente coroada, incentivando, assim, sua veneração sob o título Mãe da Divina Providência. A atual Capela de Nossa Senhora Mãe da Divina Providência, na Igreja de São Carlos ai Catinari, foi inaugurada em 1848.
        Desde então cresceu e se expandiu por toda parte a devoção a Nossa Senhora da Divina Providência, que começou a ser divulgada no Brasil com a chegada dos padres barnabitas, em agosto de 1903. Também pelos padres barnabitas a devoção se espalhou-se nas Américas.
        Em sua iconografia original observa-se que somente a Virgem tem uma fina e luminosa auréola em torno da cabeça, sempre representada em pinturas e afrescos com um menino nos braços, é importante destacar que esse menino, diferentemente do que se pensa, não representa apenas o menino Jesus, mas também a humanidade sob a proteção de sua mãe, a Virgem Imaculada.
        Porto Rico, pequena ilha das Antilhas, elegeu-a sua Padroeira. Os portorriquenhos dividem sua devoção entre Nossa Senhora da Divina Providência e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Foi declarada patrona de Porto Rico em 1969, pelo papa Paulo VI.
        A devoção a Nossa Senhora da Divina Providência, foi trazida para América, quando Monsenhor Gil Esteve y Tomás foi nomeado bispo de Porto Rico. Ele era da congregação dos padres barnabitas, procedente da Catalunha, Espanha, e trouxe consigo para Porto Rico uma imagem de Nossa Senhora da Divina Providência que mandou fazer em Barcelona, e a ela ofereceu um altar na Catedral. 
        Nossa Senhora da Divina Providência, protetora dos padres barnabitas e das Irmãs Angélicas, ambos filhos espirituais de Santo Antônio Maria Zaccaria, possui 5 paróquias no Brasil. 

ORAÇÃO:
Ó Maria Virgem Imaculada, 
Senhora da Divina Providência, 
sustentai a minha alma 
com a plenitude da vossa graça, 
governai a minha vida 
e dirigi-me nos caminhos da virtude, 
até o cumprimento perfeito da Divina Vontade. 
Alcançai-me o perdão de minhas culpas; 
sede o meu refúgio, 
a minha proteção, 
defesa e guia na peregrinação deste mundo; 
consolai-me na minha aflição, 
sustentai-me no perigo, 
sede o meu seguro asilo 
nas tormentas da adversidade.
Ó dulcíssima Senhora da Providência, 
lançai um olhar materno sobre mim, 
porque sois a minha esperança. 
Fazei que eu possa saudar-vos no céu 
como Mãe da Glória. 
Amém. 

sábado, 4 de agosto de 2018

26-NOSSA SENHORA DE COPACABANA (PADROEIRA DA BOLÍVIA), 5 DE AGOSTO

        A devoção a Nossa Senhora de Copacabana não nasceu no Rio de Janeiro no Brasil, onde é muito popular a praia de Copacabana.
     Em 1530 desembarcaram no Peru os primeiros missionários católicos acompanhando as tropas espanholas que, sob as ordens de Francisco Pizarro, exploraram e conquistaram aquele vasto império.    
        Tradições muito antigas afirmam que Copacabana foi um dos primeiros povoados que receberam o benefício da pregação evangélica. Diz a tradição também que entre os convertidos de Copacabana havia alguns tão zelosos que tudo faziam para que seus compatriotas abraçassem a religião de Jesus Cristo, deixando para sempre o paganismo. 
        Próximo ao lago Titicaca, na fronteira da Bolívia com o Peru, no povoado de Copacabana, o nobre dom Francisco Tito Yupanqui, descendente da família imperial, o qual fez o voto de conseguir uma imagem da celestial Senhora, a fim de obter dela a conversão de seus irmãos, sobretudo daqueles que moravam em Copacabana, seu querido povoado, e os feitos por ele realizados dão motivo para crer que tal voto foi inspirado do céu. 
        Naquela época era moralmente impossível realizar tal projeto. Os peruanos sabiam lavrar os metais, especialmente o ouro; mas Yuoanqui não era escultor nem pintor, e aos pagãos faltava inspiração e graça para transladar para o pano ou para a madeira a imagem da Mãe de Deus. 
        Compreendendo o devoto peruano as dificuldades de seu projeto, não cessava de pedir à Virgem Maria que lhe inspirasse o modo de levá-lo a efeito.
        Um dia, pareceu-lhe ver seu quarto iluminado por uma luz vivíssima, e no meio dessa luz uma senhora de doce e grave aspecto, coberta com um largo manto, que caía em numerosas pregas até cobrir a orla do vestido. No braço esquerdo sustinha um Menino, cuja cabecinha se reclinava no seio da senhora, e na mão direita tinha uma vela. 
        Yupanqui não duvidou que a Senhora fosse a Virgem Imaculada e que lhe apareceu para indicar-lhe a maneira como queria ser representada; portanto, assim que se desvaneceu a visão e que voltou a si do assombro, resolveu esculpir ele próprio uma imagem à imitação da que tinha visto, confiando na Virgem Maria, que havia de guiar seu inexperiente braço.
        Para experimentar, fez uma de barro, mais saiu tão tosca e imperfeita que, embora a tenham recebido e colocado no altar por algum tempo, pouco depois a rejeitaram com desprezo. 
         Isto o fez decidir mudar a vizinha cidade de Potosí, a fim de engajar-se como aprendiz na oficina de algum escultor e assim poder realizar seu mais ardente desejo.
           Em 4 de junho de 1582 começou sua imagem, e, para conseguir esculpi-la como desejava, com jejuns e orações fervorosas pedia à Virgem Santíssima que o ajudasse. Porém, apesar de aplicar todos os recursos de sua inteligência para que saísse com as formosas feições da visão que tinha tido, o resultado foi uma imagem imperfeitíssima, que nem de longe se assemelhava ao original. mesmo assim, não tardou a divulgar-se em Potosí e seus arredores que o nobre Francisco T. Yupanqui tinha esculpido uma imagem da Virgem.
        Nesse mesmo ano, o frio intenso, impróprio do clima benigno de Copacabana, ameaçava arruinar as colheitas, vindo assim a faltar os gêneros de primeira necessidade. Por isso os cristãos mais fervorosos propuseram que se fizessem preces públicas para conjurar a desgraça, e no meio da geral consternação concebeu-se a ideia de fundar, na igreja paroquial, uma confraria em honra da Virgem da Candelária, cuja festa se aproximava. 
        A proposta foi aceita com entusiasmo por uns, mas combatida por outros, que opinavam já haver uma confraria em honra do mártir são Sebastião.
        Um cristão muito devoto de Nossa Senhora, Alfonso Viracocha, morador de Copacabana, o qual tinha apoiado com todo o seu prestígio a fundação da confraria de Nossa Senhora, tendo sabido que Yupanqui esculpira uma imagem de Nossa Senhora da Candelária, foi a Potosí para falar com ele da projetada confraria, pedindo-lhe que cedesse a essa confraria a imagem. Tito Yupanqui cedeu-a de boa vontade, apesar de conhecer seus defeitos, esperando que a Mãe de Deus os corrigisse. Muito satisfeito por ter encontrado em Yupanqui um zeloso e cooperador de sua obra (a confraria), Alfonso resolveu solicitar a licença do senhor bispo para erigir canonicamente a confraria. 
        Tendo falado antes, porém, com um dos familiares do bispo, ele o desanimou, pelo que Alfonso foi, muito triste, visitar um sábio e prudente sacerdote. Este lhe infundiu esperança, redigindo-lhe um memorial em regra que Alfonso apresentou humildemente ao prelado, junto com a cópia da imagem de Yupanqui. 
        Olhando para a estampa, o bispo rejeitou-a, dizendo que, em vez de excitar a devoção dos fiéis, se tornaria objeto de zombaria e crítica, não dando portanto permissão para fundarem a confraria.
        O piedoso Yupanqui ficou consternado ao certificar-se de que a Virgem Maria não podia ser honrada por causa de sua pouca habilidade. Mas não desanimou e, confiante, resolveu fazer doce violência ao Coração de Maria com novos jejuns e orações, a fim de que aceitasse corrigir seu trabalho, e, não satisfeito com isso, regressou a Potosí, com a ideia de ir a La Paz para experimentar lá a reforma da imagem. Procurou compatriotas seus que se encontravam em Potosí, e eles o ajudaram a levar aos ombros, bem acondicionada, sua imagem. Porém, ao desembrulhá-la para tê-la pronta quando chegasse o doutorador com que ele tinha falado, pedindo-lhe que lhe fornecesse o ouro necessário para dourá-la e deixá-la perfeita, teve a grande tristeza de encontrá-la bastante estragada, sem que pudesse averiguar a causa. 
        Veio-lhe à mente, então, a tentação de abandonar uma empresa que tantos dissabores lhe ocasionava. No entanto, confiante em Deus e alentado pelo dourador, dedicou-se durante três meses a consertá-la e aperfeiçoá-la. 
        Essa ocupação era sua delícia, seus agradáveis recreios, parecendo que o Senhor lhe comunicava ideias celestiais, que sua rudeza lhe negava.
        Essa suposição não é infundada, pois, sem a assistência do alto, era impossível que de mãos tão inábeis, que haviam sofrido tantos desenganos, saísse uma imagem que reunia à mais peregrina beleza a majestade mais atraente; cujos olhos e feições, ao mesmo tempo que infundem respeito, comovem a alma, fazem palpitar o coração de quantos a contemplam, arrancam doces lágrimas dos fiéis e abrandam os endurecidos corações dos incrédulos e pecadores.
        Não se deve estranhar, pois, que, ao ver sua Candelária tão formosa, Yupanqui ficasse extasiado a contemplá-la, beijando-a respeitosamente, cheio de gratidão e amor.
        Para dar expansão à sua felicidade, Yupanqui quis mostrá-la a um religioso franciscano, o qual, encantado com a imagem, pediu-lhe que a levasse para sua cela, para que a concluísse lá, dourando-a com todo o esmero; mas seu intento principal era consolar sua alma com a imagem de Maria, da qual não apartava os olhos, parecendo-lhe dia a dia mais formosa.
        Assegura-se que várias vezes a viu rodeada de esplendor.
        Afinal a imagem ficou pronta, afirmando a tradição ou piedosa lenda que dois anjos a retocaram, dando singular beleza sobretudo aos rostos da Virgem e do Menino.
        O certo é que os peritos informaram que não só estava concluída e perfeita, mas também que era mais digna de veneração do que outras da Santíssima Virgem.
        Com tal declaração Yupanqui ficou mais contente do que se lhe houvessem devolvido o trono de seus avós, e não se cansava de dar graças a Deus, que recompensava com generosidade as afrontas e os desprezos que tanto o tinham magoado.
        Em 2 de fevereiro de 1583, a Virgem da Candelária (de Yupanqui) fez sua entrada solene, no meio do regozijo público, no povoado de Copacabana, e foi colocada em modesta capela, que com o correr dos anos devia transformar-se em um dos santuários mais célebres da cristandade à margem do lago Titicaca, onde é venerada ainda hoje sob o título de Nossa Senhora de Copacabana. Foram muitos os milagres realizados por intercessão da Virgem que até os dias de hoje é venerada como Nossa Senhora de Copacabana.
O atual santuário foi construído em 1805 tendo a imagem sido coroada durante o pontificado do Papa Pio XI.

ORAÇÃO:
Lembrai-vos, ó Nossa Senhora de Copacabana,
que nunca se ouviu dizer que alguém,
tendo recorrido à vossa proteção e pedido o vosso auxílio,
fosse por vós desamparado.
Confiando em tão poderosa intercessão,
a vós ó Virgem das Virgens, finalmente me dirijo,
de vós me aproximo, e aos vossos pés me prostro,
gemendo sob o peso dos meus pecados.
Não desprezeis as minhas súplicas,
ó Mãe de Deus e nossa Mãe,
mas dignai-vos ouvi-las propícia
e de me alcançar o que vos rogo.
Amém!

sexta-feira, 15 de julho de 2016

15-NOSSA SENHORA DO CARMO (PADROEIRA DO CHILE), 16 DE JULHO


        A Sagrada Escritura se refere à beleza do Carmelo, onde o profeta Elias defendeu a pureza da fé de Israel no Deus vivo. No século XII, alguns eremitas se retiraram para aquele monte, construindo mais tarde uma Ordem religiosa dedicada à vida contemplativa, sob a proteção da Virgem Maria.
Alguns anos depois, perseguidos pelos Sarracenos, estes monges se estabeleceram na Europa, onde também foram alvo de muitas perseguições. Simão Stock, então Superior Geral da Ordem, pediu em suas orações que Nossa Senhora protegesse sua Ordem do Carmo e lhe desse algum sinal de sua proteção. 
        Sensibilizada pelas súplicas de seu servo, a Mãe de Deus lhe apareceu tendo na mão o escapulário do Carmo. Ao entregá-lo disse: "RECEBE, MEU QUERIDO FILHO, ESTE ESCAPULÁRIO COMO SINAL DE MINHA CONFRARIA E PROVA DO PRIVILÉGIO QUE OBTIVE PARA TI E PARA TODOS OS CARMELITAS; É SINAL DE SALVAÇÃO, UM ESCUDO NOS PERIGOS, UM PENHOR DE PAZ E ALIANÇA ETERNA. AQUELE QUE MORRER USANDO ESTE ESCAPULÁRIO SERÁ PRESERVADO DO FOGO ETERNO". Esta aparição se deu em Cambridge em 16 de julho de 1251.
        Logo que a notícia da aparição foi difundida, a Ordem dos Carmelitas, até esse dia tão perseguida, recuperou a sua paz e tranquilidade, tornou-se respeitada e espalhou-se pelo mundo. Simão Stock (São Simão Stock), depois de trabalhar arduamente na divulgação do santo escapulário, morreu no dia 16 de julho de 1265.
CASO VOCÊ AINDA NÃO USE O ESCAPULÁRIO, TE CONVIDO A USAR, SE REVESTIR DO ESCAPULÁRIO, É SE REVESTIR DA PROTEÇÃO DE MARIA, ANTES, DURANTE E APÓS A MORTE. NOSSA SENHORA DO CARMO PROMETE LIVRAR DO PURGATÓRIO NO PRIMEIRO SÁBADO APÓS A MORTE, TODOS QUE MORREREM REVESTIDOS COM SEU MANDO SAGRADO (SEU ESCAPULÁRIO). A IMPOSIÇÃO DO ESCAPULÁRIO DEVE SER REALIZADA POR UM PADRE, LIGADO A ORDEM DO CARMO, OU COM AUTORIZAÇÃO DA ORDEM. PROCURE UM SACERDOTE PARA RECEBER A IMPOSIÇÃO.

CONFIRA O VÍDEO DO PADRE PAULO RICARDO SOBRE O ESCAPULÁRIO DE NOSSA SENHORA DO CARMO

ORAÇÃO:
Ó incomparável Senhora do Carmo, 
pelo amor que vosso Coração de Mãe 
tem a nós vossos filhos, 
obtende-nos as graças que mais precisamos. 
Pedimos especialmente a consolação, 
a perseverança, a coragem a confiança. 
Aos enfermos pedimos saúde, 
às almas do purgatório, alívio e libertação.
 Imploramos especialmente nesse momento, 
ó boa e divina Mãe, 
o socorro de vossa bondade maternal 
e de vosso poder, a graça... 
Finalmente alcançai-nos a graça de uma boa morte. 
Nossa Senhora do Carmo libertai as benditas almas do purgatório. 
Amém!

sábado, 7 de maio de 2016

3-NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA (PADROEIRA DO BRASIL),12 DE OUTUBRO

        Nossa Senhora Aparecida, é a padroeira do Brasil. Ela é reverenciada numa estátua de Nossa Senhora da Conceição, vestida com um manto azul todo enfeitado. Ela fica exposta na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida, interior do Estado de São Paulo. A festa em sua honra é celebrada no dia 12 de outubro, também dia das crianças. Este dia é feriado para os brasileiros desde 1980, quando a basílica foi consagrada por João Paulo II em sua primeira visita ao Brasil. A basílica de Aparecida é a segunda maior do mundo, e a maior igreja dedicada a Nossa Senhora, a quarta igreja mariana que recebe mais visitas no mundo, com a incrível capacidade de receber 45 mil romeiros no seu interior.

História de Nossa Senhora aparecida

Os fatos foram registradosParóquia de Santo Antônio de Guaratinguetá, à qual pertencia a região onde a imagem foi encontrada. A imagem apareceu em outubro de 1717. E os fatos aconteceram assim:

pelos padres José Alves Vilela, em 1743, e João de Morais e Aguiar, em 1757. Esses registros foram feitos nos livros da
Dom Pedro de Almeida, governante da capitania de São Paulo e Minas de Ouro, homem que detinha também o título de Conde de Assumar, passava por Guaratinguetá, SP, quando viajava para Vila Rica, MG. A população organizou uma festa para receber o conde de Assumar. Para prepararem a comida, pescadores foram para o rio Paraíba com a difícil missão de conseguirem muitos peixes para a comitiva do governador, mesmo não sendo tempo de pesca. Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves, sentindo o peso de sua responsabilidade, fizeram uma oração pedindo a ajuda da Mãe de Deus. Depois de tentar várias vezes sem sucesso, na altura do Porto Itaguaçu, já desistindo da pescaria, João Alves lançou a rede novamente. Não pegou nenhum peixe, mas apanhou a imagem de Nossa Senhora da Conceição. Porém, faltando a cabeça. Emocionado, lançou de novo a rede e, desta vez, pegou a cabeça que se encaixou perfeitamente na pequena imagem. Só este fato, já foi um grande milagre. Mas, após esse achado, eles apanharam tamanha quantidade de peixes que tiveram que retornar ao porto com medo de a canoa virar. Os pescadores chegaram a Guaratinguetá eufóricos e emocionados com o que presenciaram e toda a população entendeu o fato como intervenção divina. Assim aconteceu o primeiro de muitos milagres pela ação de Nossa Senhora Aparecida.

Devoção a Nossa Senhora Aparecida

A imagem ficou na casa de Filipe Pedroso por 15 anos. Ali, os amigos e vizinhos se encontravam para rezar à Nossa Senhora da Conceição. Graças e mais graças começaram a acontecer e a história se espalhava Brasil afora. Por várias vezes, à noite, ao rezarem junto à imagem, as pessoas viam que as luzes se apagavam e depois acendiam misteriosamente. Então, todo o povo da vizinhança passou a rezar aos pés da imagem. Construíram um pequeno oratório em Itaguaçu, que em pouco tempo já não comportava o grande número de fieis que para lá acorria.

Primeira Capela

O vigário da cidade de Guaratinguetá resolveu construir uma capela no morro dos Coqueiros. As obras terminaram em julho de 1745. O filho de Filipe Pedroso ajudou a construir essa capela. No dia 20 de abril de 1822, o imperador Dom Pedro I, juntamente com uma grande comitiva, fizeram uma visita à capela para homenagear a imagem milagrosa da Senhora de Aparecida, como também é conhecida.
A quantidade de pessoas e romeiros que visitavam a imagem aumentava a cada dia. Por isso, em 1834, deram início às obras da igreja que é conhecida hoje como Basílica Velha. Ela era bem maior que a capela e foi consagrada no dia 8 de dezembro do ano de 1888.

Coroa e Manto de Nossa Senhora Aparecida

Em sua segunda visita à basílica, feita no dia 6 de novembro de 1888, a Princesa Isabel ofereceu à santa uma bela coroa feita de ouro, enfeitada com rubis e diamantes. Era o cumprimento da promessa feita 20 anos antes, na primeira visita feita à imagem.

Missionários Redentoristas

Os Missionários Redentoristas, congregação de origem italiana, chegaram a Aparecida em outubro de 1894. Eram padres, religiosos e irmãos que se dedicavam ao trabalho de atender a todos os romeiros que chegavam para rezar e cumprir suas promessas a Nossa Senhora Aparecida.

Coroação e favores

A imagem foi solenemente coroada – com a coroa que a Princesa Isabel doou – em 8 de setembro de 1904. A imagem passou a ser apresentada, então, com o manto azul anil, bordado com ouro e pedras preciosas. A celebração foi presidida por Dom José Camargo Barros. Estavam presentes o Núncio Apostólico, vários bispos, o senhor Rodrigues Alves, então Presidente da República, e grande multidão. Após este fato, o Santo Padre concedeu ao Santuário de Aparecida outros favores: Ofício e missa própria de Nossa Senhora Aparecida e indulgências para os romeiros em peregrinação ao Santuário.

A BASÍLICA E A CIDADE

Em 29 de abril de 1908, a igreja passou a ser chamada de Basílica Menor e sua sagração se deu no dia 5 de setembro de 1909. Para a solenidade o Papa Pio X enviou, de Roma, relíquias de São Vicente Mártir. No dia 17 de dezembro de 1928, a vila que crescera em volta da Basílica e que pertencia ao município de Guaratinguetá, fica independente, tornando-se o município de Aparecida do Norte. Hoje, a cidade se chama Aparecida.

Nossa Senhora Aparecida, Rainha e padroeira do Brasil

O Papa Pio XI decreta Nossa Senhora da Conceição Aparecida como Rainha e Padroeira do Brasil no dia 16 de julho de 1930. A Lei Federal nº 6.802 (30/06/1980) decreta oficialmente o dia 12 de outubro como feriado nacional, dia de devoção à santa. Esta Lei Federal também reconhece Maria como sendo a protetora do Brasil.

Rosa de Ouro

Em 1967, na festa de 250 anos da devoção, o Papa Paulo VI ofereceu ao Santuário a Rosa de Ouro, gesto repetido pelo Papa Bento XVI, que ofereceu outra Rosa, em 2007, por ocasião de sua Viagem Apostólica ao país, reconhecendo a importância da devoção a Nossa Senhora Aparecida e do Santuário de Aparecida para o Brasil.

Nova Basílica

O fenômeno de Aparecida é impressionante. O número de romeiros cresce, cresce, cresce. Milhares de graças e milagres são relatados ano após ano. Por isso, uma nova basílica, bem maior, começou a ser construída em 1955 para acolher o numeroso fluxo de romeiros vindos de todo o país. Benedito Calixto, o arquiteto responsável pela obra, idealizou um edifício no formato da cruz grega. A igreja tem 168m de largura por 173m de comprimento. Suas naves chegam a 40m de altura e a cúpula central alcança 70m de pé direito. É uma obra impressionante. No dia 4 de julho de 1980, numa celebração eucarística solenemente conduzida pelo Papa João Paulo II, a Basílica de Nossa Senhora Aparecida foi finalmente consagrada. O santuário de Aparecida é a maior basílica do mundo dedicada à Maria Mãe de Deus.

Consagração a Nossa Senhora Aparecida Oficial:

Ó Maria Santíssima,
pelos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo,
em vossa querida imagem de Aparecida,
espalhais inúmeros benefícios sobre todo o Brasil. 
Eu, embora indigno
de pertencer ao número de vossos filhos e filhas,
mas cheio do desejo de participar
dos benefícios de vossa misericórdia,
prostrado a vossos pés,
consagro-vos o meu entendimento,
para que sempre pense no amor que mereceis;
consagro-vos a minha língua
para que sempre vos louve e propague a vossa devoção;
consagro-vos o meu coração,
para que, depois de Deus,
vos ame sobre todas as coisas.
Recebei-me, o Rainha incomparável,
vós que o Cristo crucificado deu-nos por Mãe,
no ditoso número de vossos filhos e filhas;
acolhei-me debaixo de vossa proteção;
socorrei-me em todas as minhas necessidades,
espirituais e temporais,
sobretudo na hora de minha morte.
Abençoai-me, o celestial cooperadora,
e com vossa poderosa intercessão,
fortalecei-me em minha fraqueza,
a fim de que, servindo-vos fielmente nesta vida,
possa louvar-vos,
amar-vos
e dar-vos graças no céu,
por toda eternidade.
Assim seja!