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sábado, 3 de dezembro de 2022
67-NOSSA SENHORA DA PENHA DE FRANÇA, DIA 8 DE SETEMBRO
sábado, 23 de abril de 2022
65-NOSSA SENHORA DE NAZARÉ, 14 DE SETEMBRO
Em meados do século XI, o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, conseguiu expulsar os mouros de seu território, auxiliado por um grupo de valentes cavaleiros, entre os quais se destacava D. Fuas Roupinho, grande amigo de aventurosas caçadas.
Certa vez, galopava o jovem fidalgo em perseguição a uma corça numa região de altos penhascos que se debruçavam sobre o Atlântico, quando o animal, no desespero da fuga, atirou-se ao mar. O local estava coberto por espessa neblina e o caçador somente percebeu o perigo, quando viu o precipício sob as patas do cavalo. Instintivamente, lembrando-se de uma pequenina capela da Virgem Maria, que avistara em sua desabalada corrida atrás da corça, Implorou o socorro da Mãe de Deus. No mesmo instante o cavalo estacou subitamente sobre o abismo e com tanta força, que as ferraduras de suas patas traseiras ficaram marcadas no rochedo.
Refeito o susto, D. Fuas Roupinho dirigiu-se ao oratório a fim de agradecer a Nossa Senhora por lhe ter salvo a vida. Ajoelhou-se aos pés da imagem e, tomando-a às mãos, encontrou preso a ela um pergaminho. Com grande pasmo leu a história da efigie da Virgem Maria, que já era venerada em Nazaré nos primeiros tempos do cristianismo, e que consta, segundo antiga tradição, ter sido esculpida por São José na presença da Mãe de Deus e posteriormente encarnada por São Lucas.
Dizia o documento que quando os imperadores do Oriente, sucessores de Constantino, começaram a perseguir o culto das imagens, um monge grego do convento de Nazaré conseguiu tirar da capela uma estátua da Mãe Santíssima, fugindo com ela para a África. De lá a imagem foi levada à Espanha, onde permaneceu durante muito tempo num mosteiro próximo à cidade de Mérida, recebendo a veneração dos fiéis, devido a seus inúmeros milagres.
Quando os mouros invadiram a Espanha, o último rei godo D. Rodrigo, após terrível derrota em Guadalete, foi obrigado a fugir e escondeu-se naquele convento. Ao retirar-se rumo ao oeste da Península Ibérica em companhia do frade Romano, levou consigo a referida imagem e algumas relíquias de santos, com medo de que elas fossem desrespeitadas pelos infiéis. Ao chegarem no alto de um escarpado rochedo, junto ao oceano, encontraram uma pequena gruta e ali improvisaram um altar e colocaram a efígie da Virgem Santíssima e as relíquias, mas tiveram o cuidado de deixar junto um pergaminho contando a história da milagrosa imagem.
Lendo este relato, D. Fuas Roupinho mandou erguer naquele local um santuário que perpetuasse o culto de sua protetora, a qual foi denominada Nossa Senhora de Nazaré, porque era proveniente daquela cidade da Palestina. Mais tarde, por ordem do príncipe D. Fernando, filho de D. João II, foi construída ali uma bela igreja, ricamente ornamentada pela família real. Na baixada próxima ao templo, junto à praia, formou-se a cidade de Nazaré, aglomerado de pescadores e uma das povoações mais tradicionais e características da terra portuguesa.
A basílica da Senhora de Nazaré, situada no alto do penedo, é visível do mar a grande distância, por isso ela se tornou Padroeira dos Navegantes. Foram eles que propagaram o seu culto, batizando com o seu nome diversas naus que cruzaram o Atlântico e transportando-o para o Brasil, onde se localizou principalmente na Amazônia, no Estado do Rio e em Minas Gerais.
Segundo a tradição, certo dia, em meados do ano 1700, um caçador de cor parda chamado Plácido, quando procurava água num igarapé, descobriu uma pequena imagem de Nossa Senhora, coberta de viçosa trepadeira, como se estivesse em um nicho natural. Piedoso e crente, o caçador levou a imagem para a sua pobre choupana erguida à beira da estrada.
Ao ter notícia do achado, a vizinhança acorreu para admirar e venerar a imagem da Mãe de Deus, que foi identificada como sendo réplica de Nossa Senhora de Nazaré venerada em Portugal, pois representava a Virgem Maria, sentada numa cadeira com o Menino Jesus ao colo.
Tendo falecido Plácido, coube a Antônio Agostinho a missão de propagar o culto popular à milagrosa imagem, e ele apesar das dificuldades financeiras de uma província onde não havia moeda circulante, conseguiu construir uma ermida. Esta primitiva igreja, edificada de taipa e coberta de palha de ubim e ubuçu, foi posteriormente demolida e em seu lugar ergueu-se hoje uma catedral em estilo neo-romântico, de sabor tipicamente italiano, cuja construção se iniciou em 1909, no tempo áureo da borracha, e a província do Grão-Pará foi dedicada a Nossa Senhora de Nazaré.
No segundo domingo de outubro a capital paraense se movimenta para festejar a sua Padroeira. Nesse dia realiza-se o famoso CÍRIO, a maior procissão do norte brasileiro, acompanhada de incalculável assistência de devotos provenientes dos Estados mais próximos e do interior do Pará. Essa cerimônia é famosa em todo o território nacional pela exibição de danças, pagamentos de promessas à velha moda portuguesa, mortalhas e penitências originais. O CÍRIO DE NAZARÉ foi instituído pelo governador D. Francisco de Souza Coutinho em 1790, com grande acompanhamento de povo e excepcional aparato de cavalarias, clarins, continências e filas de viaturas da sociedade paraense de então. A festa se ampliou com o carro dos milagres, luxuosa berlinda que expunha a imagem da Virgem aos fiéis e era toda ornamentada de numerosos ex-votos, enquanto um grande círio (vela) aceso acompanhava a procissão.
Apesar de a cidade de Belém ser o principal centro brasileiro do culto de Nossa Senhora de Nazaré, o primeiro templo da Virgem originaria da Palestina, no Brasil, parece ter sido de Saquarema, no Estado do Rio. Contam as crônicas que a 8 de setembro de 1630 a noite fora tempestuosa. O oceano rugia, o temporal derrubava arvores e, como por milagre, as pequenas casas de pau-a-pique escapavam do furor da natureza. De repente a chuva passou, o vento desapareceu, o mar acalmou-se e os pescadores foram em busca de canoas. A imagem da Virgem de Nazaré, que havia sido colocada numa tosca choupana, foi arrancada pela violência das águas e atirada nos rochedos, onde hoje se encontra a matriz. Recolocada na cabana, novamente depois de outra noite de tempestade, ela apareceu sobre a rocha, e de sua boca partia um sorriso, que parecia acalmar a população da aldeia.
Vendo naqueles acontecimentos a vontade divina, as autoridades civis e religiosas resolveram construir no alto do promontório uma capelinha e sobre o nicho do altar colocaram a imagem de Maria.
Minas Gerais também dedicou várias igrejas coloniais a esta invocação da Mãe Santíssima, salientando-se as das cidades de Santa Rita Durão, Morro Vermelho e Cachoeira do Campo, nas quais pode-se admirar em antigas pinturas o milagre da Virgem Maria salvando a vida do valente guerreiro cristão D. Fuas Roupinho.

As esculturas geralmente representam a Senhora de Nazaré sentada (às vezes de pé) segurando o Menino Deus em seu colo, do lado esquerdo. Ela veste uma túnica presa a cintura, adornada ao pescoço com correntes e colares. Sobre a cabeça tem um longo véu, que cai abrindo até os pés, e usa uma coroa real, assim como seu Filho. É uma imagem de madeira com cerca de 25 centímetros.
As pinturas das igrejas mineiras mostram o milagre de Nazaré. Nelas a Virgem Maria (de pé ou sentada) aponta para um rochedo, onde se vê o cavalo de D. Fuas Roupinho preso à terra pelas patas traseiras e o fidalgo pedindo socorro à Mãe de Deus, que aparece cercada de nuvens e anjos. Embaixo, o mar e a corça se precipitando nele. Ao lado está a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, em seu santuário original em Portugal.

Durante a Idade Média apareceram centenas de imagens de Virgens Negras por toda a Europa a maioria das quais, tal como esta, esculpidas em madeira, de pequenas dimensões e ligadas a uma lenda miraculosa. Hoje, existem cerca de quatrocentas destas imagens, antigas ou as suas réplicas, em igrejas por toda a Europa, bem como algumas mais recentes no resto do mundo.
ORAÇÃO
Ó Virgem Imaculada de Nazaré, fostes na terra criatura
tão humilde a ponto de dizer ao Arcanjo Gabriel:
"Eis aqui a escrava do Senhor"!
Mas por Deus fostes exaltada e preferida
entre todas as mulheres para exercer a sublime missão
de Mãe do Verbo Encarnado.
Adoro e louvo o Altíssimo que vos elevou
a esta excelsa dignidade e vos preservou da culpa original.
Quanto a mim, soberbo e carregado de pecados,
sinto-me confundido e envergonhado perante vós.
Entretanto confiando na bondade e ternura
do vosso Coração Imaculado e maternal,
peço-Vos a força de imitar a vossa humildade
e participar da vossa caridade,
a fim, de viver unido, pela graça, ao vosso Divino Filho, Jesus,
assim como vós vivestes no retiro de Nazaré. Para alcançar essa graça, quero com imenso afeto
e filial devoção saudar-Vos como o Arcanjo Gabriel;
"Ave Maria, cheia de graça..."
Nossa Senhora de Nazaré, rogai por nós!
domingo, 18 de outubro de 2020
59-NOSSA SENHORA DA LUZ DOS PINHAIS (PADROEIRA DA CIDADE DE CURITIBA, PARANÁ), DIA 8 DE SETEMBRO

Conta a história que na segunda metade do século XVII foi encontrada uma pequena povoação no sítio dos Pinhais, onde em 1659 seria fundada a Vila de Nossa Senhora da Luz, onde os penetradores do sertão ergueram uma ermida à Senhora da Luz.
Com o passar do tempo notaram que a imagem da Virgem tinha sempre os olhos voltados para os campos aos quais os índios chamavam de Curitiba, Pinhais, em tupi-guarani.
Aquela região era habitada pelos índios de etnia caingangues.Tal foi a insistência da Virgem, que os sertanejos resolveram sondar a possibilidade da conquista do sítio. Armados como para uma guerra seguiram para a esplanada dominada pelos caingangues, prontos para o combate. (ao lado a foto da basílica em Curitiba)
Os índios concordaram em ceder amigavelmente o terreno aos desbravadores, e o cacique tomou sua vara, símbolo do mando, enterrando-a no local que viria a ser a praça central da futura cidade.
Nesse local – hoje Praça Tiradentes – foi erguida a igreja em honra a Nossa Senhora da Luz.
ORAÇÃO
sábado, 28 de março de 2020
53-NOSSA SENHORA DA LAPA, DIA 8 DE SETEMBRO
Após assolar as províncias entre o Minho e o Douro, o representante de Maomé dirigiu-se para Quintela, em Portugal, atacando e destruindo o convento das freiras beneditinas de Aguiar da Beira, que foram aprisionadas e levadas em cativeiro. Algumas religiosas que conseguiram escapar esconderam em sombria lapa situada nas proximidades uma pequena imagem de Nossa Senhora. 
Mesmo com o temor que o lugar inspirava, uma jovem pastorinha chamada Joana, muda de nascença, que frequentava com insistência as lapas e fraguedos daquele inóspito planalto, onde passava horas e horas a fio, sozinha e abandonada de seus companheiros, mas sempre rodeada de seu rebanho de cabras e ovelhas. Estas, apesar de já terem devorado tudo quanto de comestível se encontrava ao redor, não se afastavam da pastorinha, que não se arredava do local, juntamente a de mais difícil acesso, pelo que era evitada por todos os outros pastorinhos de Quintela. Os animais de Joana, no entanto, estavam gordos, como se tivessem diariamente pasto fresco e reconfortante.
Ao lado a imagem de Nossa Senhora da Lapa no santuário de Vazante em Minas Gerais.
Depois de retirada do fogo, todos se puseram de joelhos, pedindo perdão a Deus da profanação cometida, e logo depois foram procurar o pároco da freguesia de Quintela, o qual, ciente do que se passara, colocou a imagem num altar de sua igreja paroquial.
Foi notabilíssimo o desenvolvimento que os jesuítas deram ao culto e à devoção de Nossa Senhora da Lapa.sábado, 7 de março de 2020
50-NOSSA SENHORA DA CONSOLAÇÃO (PADROEIRA DA ORDEM AGOSTINIANA), DIA 08 DE SETEMBRO
O ser humano é criado com o desejo de felicidade, que muitas vezes, busca preencher com vícios e outros pecados. Essa sede de felicidade, somente pode ser encontrada em Deus que é infinito para preencher o vazio infinito do coração do homem.
Somente em Deus podemos encontrar a verdadeira consolação de nossas aflições. E a Santíssima Virgem, verdadeira mãe e medianeira das graças, constantemente suplica a seu Filho que venha em pronto socorro de seus filhos que padecem no grande vale de lágrimas que é a terra.
A Santíssima Virgem nos consola no caminho de nosso calvário, não para retirar de nós a Cruz, mas para nos apoiar e nos servir de consoladora.
Em Maria, verdadeiro lírio entre os espinhos, encontramos a consolação de Deus, ministrada como prêmio aos corajosos de seguir o caminho do calvário e serem crucificados.
A primitiva igreja da Consolação, em São Paulo, foi fundada em 1799 por alguns devotos, no antigo caminho da aldeia de Pinheiros, hoje a conhecida Avenida da Consolação. Eles pediram licença para construir uma capela próxima ao cemitério onde lhes fora doado o terreno, e, logo após a aprovação do prelado, começaram a edificar a pequena ermida, inaugurada um ano depois. A Igreja de Nossa Senhora deu sorte ao novo bairro paulistano que logo começou a prosperar, mudando de aspecto em poucos anos, com vários melhoramentos e obras públicas.O desenvolvimento foi tão rápido que em 1840 a igreja da Consolação foi ampliada para melhor atender ao grande número de fiéis que ali acorriam a fim de assistirem aos ofícios religiosos.
Pouco depois fundava-se a irmandade de Nossa Senhora da Consolação com a dupla finalidade de cuidar do templo e dos morféticos da cidade.
Em 1907, o antigo santuário da Consolação foi derrubado, cedendo lugar ao que ali se encontra atualmente com sua torre alta e ornamentada interiormente pelos painéis de eminentes artistas nacionais, como Oscar Pereira da Silva e Benedito Calixto. Somente a velha imagem da padroeira não mais voltou ao seu templo, estando hoje em dia no Museu da Cúria Metropolitana.
terça-feira, 11 de dezembro de 2018
45-NOSSA SENHORA DE LA SALETE (PADROEIRA DA DOMINICA), DIA 19 DE SETEMBRO
O fenômeno dessa aparição foi detidamente estudado pelas autoridades eclesiásticas e finalmente veio a palavra final do Bispo de Grenoble, D. Felisberto de Bruilhard: "Julgamos que a aparição de Nossa Senhora a dois pastores, no dia 19 de setembro de 1846, numa montanha da Cordilheira dos Andes C..) tem todas as características de verdade e autenticidade e que os fiéis têm razões suficientes para nela acreditar como indubitável e certa".Em um sábado de 19 de setembro de 1846, véspera da festa de Nossa Senhora das Dores, Maximino Giraud, com 11 anos, e Melânia Calvat com 14 anos, foram pastorear seu gado na montanha da Salette.
Cerca de meio dia tomaram sua refeição e, tendo posto os embornais perto da Fontinha (um regato assim chamado pelo povo dos arredores), deitaram-se na relva, distantes um do outro, e adormeceram.
Despertando a pastorinha pelas 2h30 da tarde, chama o companheiro e diz:
"Vamos ver onde está o nosso gado". Sobem então até o planalto que domina o vale e daí avistam as vacas deitadas na encosta do monte Gargas. Sossegados, tornam a descer, para buscar os embordais, quando de repente Melânia vê, no fundo do vale, uma luz mais brilhante que a do sol, o qual brilhava em todo o seu esplendor.
Extasiada ao contemplar aquela estranha luz, Melânia pergunta: "Maximino, não vês lá embaixo aquele grande clarão?" E naquele momento o clarão se entreabre, e as duas crianças avistam no centro uma Bela Senhora cercada de glória, porém em atitude de profunda tristeza. Era a hora das primeiras vésperas de Nossa Senhora das Dores.
A Bela Senhora, como diziam as crianças, estava sentada numa pedra, com os cotovelos apoiados nos joelhos, e o resto escondido entre as mãos. Os pastorinhos ficam muito assustados, mas a Bela Senhora levanta-se, cruza os braços sobre o peito e diz-lhes:"VINDE, MEUS FILHOS, NÃO TENHAIS MEDO: AQUI ESTOU PARA ANUNCIAR-VOS UMA GRANDE NOVA".
Tranquilizados por aquela voz dulcíssima e maternal, Maximino e Melânia correm para junto dela, A Bela Senhora (assim chamavam sempre as crianças) trazia na cabeça um rico diadema e no curso, que revela a Rainha do Céu e da Terra:
"SE MEU POVO NÃO QUISER SUBMETER-SE, VEJO-ME FORÇADA A DEIXAR CAIR O BRAÇO DE MEU FILHO. ESSE BRAÇO É TÃO FORTE E TÃO PESADO QUE NÃO POSSO MAIS SUSTÊ-LO. HÁ MUITO TEMPO QUE SOFRO POR VÓS. PARA QUE MEU FILHO NÃO VOS ABANDONE, SOU OBRIGADA A SUPLICAR-LHE INCESSANTEMENTE, E VÓS NÃO FAZEIS CASO. POR MAIS QUE REZEIS, POR MAIS QUE FAÇAIS, NUNCA PODEREIS RETRIBUIR-ME OS CUIDADOS QUE TENHO POR VÓS. DEI-VOS SEIS DIAS PARA TRABALHARDES; SÓ ME RESERVEI O SÉTIMO, E NEM ISSO QUEREIS CONCEDER-ME. EIS O QUE TORNA TÃO PESADO O BRAÇO DE MEU FILHO. AQUELES QUE CONDUZEM CARROÇAS NÃO FAZEM IMPRECAÇÕES SEM ABUSAR DO NOME DE MEU FILHO. SÃO ESTAS AS DUAS CAUSAS QUE TORNAM TÃO PESADO O BRAÇO DO MEU FILHO. SE A COLHEITA SE ESTRAGA, NÃO É SENÃO POR VOSSA CAUSA, BEM VO-LO MOSTREI NO ANO PASSADO, COM A COLHEITA DAS BATATAS, E NÃO FIZERDES CASO; AO CONTRÁRIO, QUANDO AS ENCONTRÁVEIS ESTRAGADAS, ERA ENTÃO QUE PRAGUEJÁVEIS, FALANDO SEM RESPEITO O NOME DE MEU FILHO. ELAS CONTINUARÃO A ESTRAGAR-SE, E, QUANDO CHEGAR O NATAL, NÃO HAVERÁ MAIS".
Nesse ponto do discurso Melânia olhou para Maximino, como que para perguntar-lhe o que significavam as palavras da Bela Senhora, e então a Santíssima Virgem lhes disse: "Não compreendeis o francês, meus meninos; vou falar-vos de outro modo".
E repetiu no dialeto próprio da região um trecho do discurso, a começar de "SE A COLHEITA" etc., e continuou no mesmo dialeto o seu discurso: "SE TENDES TRIGO, NÃO O SEMEEIS, PORQUE TUDO QUE SE SEMEAR SERÁ DEVORADO PELOS BICHOS, E O QUE AMADURECER CAIRÁ NO PÓ NA EIRA. HAVERÁ UMA GRANDE FOME; ANTES, PORÉM, DE ESSE TEMPO CHEGAR, AS CRIANÇAS DE SETE ANOS PARA BAIXO SERÃO ACOMETIDAS DE UM TREMOR E MORRERÃO NOS BRAÇOS DAS PESSOAS QUE AS TIVEREM NO COLO. OS OUTROS FARÃO PENITÊNCIA POR MEIO DA FOME. AS NOZES E AS UVAS APODRECERÃO".Ditas essas palavras, a Santíssima Virgem continuou a falar, porém Melânia nada mais ouvia: é que Maximino recebia um segredo.
Logo depois a Santíssima Virgem confiava também a Melânia um segredo, e Maximino, por sua vez, nada ouvia.
Em seguida, a Bela Senhora prosseguiu seu discurso de modo a ser ouvida pelos dois pastorinhos, dizendo-lhes: "SE SE CONVERTEREM, AS PEDRAS E OS ROCHEDOS SE MUDARÃO EM TRIGO, E AS BATATAS APARECERÃO SEMEADAS DA TERRA".
"FAZEIS BEM VOSSA ORAÇÃO, MEUS FILHOS?" Perguntou depois as duas crianças.
"Não Senhora", responderam os dois; "muito bem, não".
"AH, MEUS FILHOS", tornou a Bela Senhora, "É PRECISO FAZÊ-LA BEM DE MANHÃ E DE NOITE. QUANDO NÃO PUDERDES REZAR MAIS, REZAI AO MENOS UM PAI NOSSO E UMA AVE MARIA. AOS DOMINGOS SÓ VÃO À MISSA ALGUMAS MULHERES IDOSAS, E OS OUTROS NO VERÃO TRABALHAM, E NO INVERNO, QUANDO NÃO SABEM O QUE FAZER, VÃO À MISSA SOMENTE PARA ZOMBAR DA RELIGIÃO".
Em seguida, a Virgem Maria acrescentou: "NUNCA VISTES TRIGO ESTRAGADO, MEUS FILHOS?" ambos responderam: "Não, Senhora".
Dirigindo-se então a Maximino, disse-lhe: "MAS TU, MEU FILHO, TU DEVES TÊ-LO VISTO UMA VEZ, PERTO DE COIN, COM SEU PAI. O DONO DA TERRA DISSE A TEU PAI: 'VEM VER COMO O MEU TRIGO ESTÁ ESTRAGADO'. E FOSTES AMBOS. TEU PAI TOMOU DUAS OU TRÊS ESPIGAS E APERTOU-AS ENTRE AS MÃOS, E ELAS SE REDUZIRAM A PÓ. DEPOIS, AO VOLTARDES PARA CASA, TEU PAI TE DEU UM PEDAÇO DE PÃO, DIZENDO-TE: 'TOMA, MEU FILHO, COME PÃO AINDA ESTE ANO, PORQUE NÃO SEI NO QUE COMERÁS NO ANO VINDOURO, SE O TRIGO CONTINUAR A APODRECER'".Maxinino respondeu: "É verdade, Senhora; não me lembrava mais".
A Santíssima Virgem terminou seu discurso com estas palavras: "POIS BEM, MEUS FILHOS, HAVEIS DE COMUNICAR ISTO A TODO MEU POVO".
Logo depois dirigiu-se para o planalto donde os pastorinhos tinham avistado o gado; seus pés mal roçavam a relva.
Encantados, os felizes videntes correm atrás dela, alcançando-a no alto da pequena elevação. Melânia coloca-se à sua frente e Maxinino à sua direita.
A Mãe de Deus ficou aí um momento suspensa entre o céu e a terra,e, depois de olhar para os pastorinhos, ergueu os olhos ao céu e começou a desaparecer.
Ficara um grande clarão, e, querendo Maximino ajuntar algumas das flores que a Bela Senhora tinha nos pés, tudo desapareceu.
Voltando ao escurecer, com seus rebanhos, para a aldeia dos Ablanders, depois de terem passado o resto do dia muito contentes, conversando sobre a aparição, Melânia e Maximino contaram a seus patrões tudo o que tinham visto e ouvido na montanha.
Essa narração, que os pastorinhos fizeram na tarde do mesmo dia 19 de setembro, repetiram-na depois invariavelmente a um número incalculável de peregrinos, como também perante as autoridades religiosas e civis.
Logo após, no dia 21 de setembro, começaram as romarias ao local de aparição, cuja veracidade foi comprovada por inúmeros milagres. O bispo de Grenoble, a cuja diocese pertencia o sítio da Salete, a 1º de maio de 1852 fundou uma Congregação de Missionários para propagar a mensagem transmitida pela Virgem Maria, assim como a devoção a Nossa Senhora. Foi iniciada a construção do santuário, que ficou pronto em 1879.É um templo austero e sombrio, que parece feito para a penitência. Até hoje inúmeros peregrinos vão se ajoelhar perante a imagem da Virgem Santíssima, representada como apareceu aos jovens pastores, vestida com roupas de camponesa, sentada e chorando, com o rosto entre as mãos. Muitos deles sobem o escarpado caminho a pé. Nada mais comovente do que tomar parte no desfile noturno, Á luz das velas, ouvindo destacar-se, no meio do silêncio que domina o planalto, os cânticos que ressoam em louvor de Maria.
Maximino morreu ainda jovem, mas Melânia Calvat faleceu somente em 1904, em odor de santidade, depois de uma vida repleta de trabalhos e aflições, como uma das fundadoras das "Filhas do Zelo do Divino Coração de Jesus".
(resumo do folheto "Aparição de Nossa Senhora da Salette, editado pelos Reverendíssimos Missionários da Salette).
Em breve estará na integra no topo do blog o segredo completo de Nossa Senhora de Salete e já se encontra lá os três segredos de Fátima.
terça-feira, 18 de setembro de 2018
36-NOSSA SENHORA DAS MERCÊS (PADROEIRA DO PERU), 24 DE SETEMBRO

Era invocada como padroeira de toda a nação peruana. A festa anual de Nossa Senhora das Mercês acontece com grande pompa no dia 24 de setembro de cada ano.
Após muito tempo a confraria conseguiu se transformar em Ordem Terceira, com o direito de usar hábitos, capas, correias e também construir o seu templo. segunda-feira, 10 de setembro de 2018
34-NOSSA SENHORA LA ANTIGUA (PADROEIRA DO PANAMÁ), 9 DE SETEMBRO
A devoção a Nossa Senhora da Assunção chegou ao Panamá com os evangelizadores franciscanos, cuja fundação fora impregnada por Francisco de Assis com a espiritualidade mariana. A assunção de Nossa Senhora é um dogma de fé da Igreja católica. Inexplicável aos olhos humanos, é motivo de lendas e tradições que são contadas de gerações a gerações. Conta-se que Maria, rodeada pelos apóstolos, fazia suas últimas recomendações, enquanto adormecia em Deus. Mas entre eles faltava um: Tomé, que pregava em terras distantes. Quando este chegou, a Virgem já havia sido levada para o Vale do Cedron onde foi sepultada. Ele não se conformou e exigiu que fosse aberto o túmulo de Maria, pois queria ver e beijar, pela última vez, as mãos de sua mãe santíssima. A todos surpreendeu o fato de nada encontrar no sepulcro, apenas um suave perfume de flores e uma melodia celestial.
Em 9 de setembro de 1513, o Papa Leão X criou em Santa Maria a Antiga, a primeira diocese do Panamá, e a capela da Virgem foi elevada a catedral. A dúvida de quem era a verdadeira padroeira começou quando a então Cidade do Panamá foi fundada, em 1519. Foi dada a ordem de que os habitantes de La Antígua se mudassem para lá, e todos obedeceram, deixando La Antígua completamente deserta.
10- Em 1508 Diego de Nicuesa foi nomeado governador do Istmo atual do Panamá, que vão desde o Golfo de Urabá para além de Cabo Gracias a Dios em Honduras, território chamado Castilla de Oro. Um Alonso de Ojeda foi dado um outro território, de o golfo de Urabá ao sul, a Cabo de la Vela, chamado Nueva Andalucía.
15- Em 1519, em 15 de agosto Pedro Arias Dávila fundada a primeira cidade na costa do Pacífico, onde já havia uma pequena comunidade indígena com o nome do Panamá (abundância de peixes e borboletas) e ainda mais com o nome oficial Nossa Senhora da Assunção do Panamá.
21- Em 1673, o XX Bishop Don Antonio De León abençoou a localização da nova cidade em 21 de janeiro e colocou as cruzes no local para a nova Catedral e para o cemitério. A nova Cidade do Panamá é realocado ao lado de "Puerto Ancón", 5 milhas SW das ruínas, como ele havia aconselhado o monge Português Fray Gonzalo de la Madre de Dios em busca de segurança contra possíveis ataques de piratas. Há ato assinado perante o notário Juan Aranda Grimaldo e o novo governador Don Antonio Fernández de Córdoba
27 Em 1912, foi nomeado bispo de Panamá monsenhor Guillermo Rojas Arrieta, CM e em 1925 foi criado o arcebispo do Panamá.
32 - Em 1998, no dia 9 de setembro, celebrou-se pela primeira vez no século XX e com grande solenidade a festa de Santa Maria la Antigua e a fundação da Igreja do Panamá. Com vários Bispos do País, numerosos clérigos e fiéis, foi feita uma procissão do Templo de la Merced até a Catedral. Uma imagem vestida de estilo colonial de Santa María La Antigua foi abençoada, doada pela Sra. Lolitín Paredes de Boyd, primeira presidente da Federação Nacional das Mulheres Católicas. Por razões óbvias, o ícone ou a estátua da primeira Catedral de Santa Maria la Antigua não nos alcançou..jpg)
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