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sábado, 29 de dezembro de 2018

46-NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO (PADROEIRA DA GUATEMALA), DIA 7 DE OUTUBRO


      O povo da Guatemala com sua história de guerras e vulcões tem recorrido desde o início de sua colonização aos favores de sua virgem protetora, Nossa Senhora do Rosário.
        A devoção ao rosário foi difundida na Guatemala pelos missionários Dominicanos que ali fundaram suas Casas do Rosário para educar os filhos dos índios. O carisma dos dominicanos era divulgar os prodígios da reza do rosário.
        Na idade Média, os vassalos ofereciam coroas de flores aos soberanos em sinal de submissão. Os cristãos adotaram esse costume para homenagear Maria, oferecendo-lhe a tríplice coroa de rosas que recorda suas alegrias, dores e glórias ao lado de seu Filho Jesus. Hoje se acrescenta a coroa das "luzes", velas acesas como costume em Fátima por ocasião de suas celebrações.
        No início do século XIII surgiu na França uma heresia dirigida por dois senhores feudais da região de Albi que desejavam impor as suas ideias por meio das armas. Os albigenses, como eram chamados seus sectários, queimaram as igrejas, profanaram as imagens dos santos e perseguiram os católicos espalhando o terror no sul da França.
        Auxiliado por alguns sacerdotes, o cônego Domingos de Gusmão foi encarregado pelo papa Inocêncio III de combater a terrível heresia e reconquistar as almas para a Igreja. Apesar de sua eloquência e seus esforços, a má vontade dos homens era grande e São Domingos passava as noites ao pé do altar, implorando o auxílio de Deus.
        O fundador da Ordem, São Domingos de Gusmão, passava horas de suas noites diante do sacrário implorando a ajuda de Deus para combater as heresias que grassavam por toda a Europa.Certo dia, enquanto rezava em sua cela, apareceu-lhe a Virgem Maria sobre uma nuvem luminosa e ensinou-lhe um método de oração garantindo-lhe que daria resultados maravilhosos.                  Assim surgiu a devoção ao Rosário, composto sob a orientação da Rainha do Céu e que pouco tempo trouxe de volta ao seio da Igreja inúmeros pecadores.
        São Domingos, a fim de perpetuar o esforço missionário que começara com tão férteis resultados, fundou a Ordem dos Irmãos Pregadores ou Dominicanos, com a missão de propagar a devoção do saltério de Nossa Senhora, que logo se estendeu por diversos países da Europa.
        A consagração definitiva do rosário foi ocasião da famosa batalha naval de Lepanto, ganha pela Cristandade a 7 de outubro de 1571, quando estavam prestes a serem derrotados pelos turcos. Enquanto a armada cristã lutava desesperadamente contra os turcos, o povo em Roma rezava a oração ensinada pela Virgem Maria. A fim de imortalizar o triunfo das forças cristãs, Pio V instituiu a festa de Nossa Senhora das Vitórias, cujo nome foi mudado para Nossa Senhora do Rosário pelo seu sucessor, o papa Gregório XIII, que reconheceu no rosário a arma da vitória. No século XIX todo o mês de outubro foi dedicado pela Igreja Católica a esta piedosa oração.
        Nos últimos trinta anos, porém, o culto público à mãe de Deus encontrou dificuldades na Guatemala, por causa da ditadura militar que tomou o poder no país. Muitos cristãos sofreram perseguições e mortes, igrejas foram fechadas e milhares de católicos foram massacrados.
        A partir de 1995, graças ao fervor das orações daquele povo sofrido, sinais de esperança começaram a surgir, e em 1996, em sua visita ao país, o papa da paz, são João Paulo lI, disse à nação: "Este é um momento de graça para os guatemaltecos, surge no horizonte um sinal de alegria com a assinatura de acordos que porão fim à sua recente história de guerra e de violência" .

        Algumas imagens representam a Virgem Maria dando o rosário a São Domingos e em outras, além de São Domingos, aparece Jesus. A posição pode ser também invertida, isto é, Maria da o rosário a Santa Catarina e Jesus a São Domingos, porém esta inversão é mais comum em painéis pintados do que em esculturas. Entre os dois santos é comum o aparecimento do simbólico "cão com archote". 

        A Imagem de Nossa Senhora do Rosário da Guatemala, imagem ao lado, foi elaborada em 1592, a pedido do sacerdote dominicano Frei López de Montoya. A representação da Virgem foi criada totalmente em prata pura e revestida com vestes trabalhadas, as quais podemos ver hoje no Altar Mor do Templo de Santo Domingo.
        A Imagem se caracteriza pelo seu belo rosto. Ela carrega um grande rosário na mão direita, segurando o Menino Jesus com a esquerda, que, segundo a tradição, Ele dormia tranquilamente até chegar a Guatemala.
        Nossa Senhora do Rosário foi proclamada em 1833 "Rainha da Guatemala" e coroada canonicamente no dia 28 de janeiro de 1934, sob o pontificado do Papa Pio XI.
        Abaixo está a foto da basílica menor de Nossa Senhora do Rosário localizada na Guatemala.
       

ORAÇÃO:
Nossa Senhora do Rosário
dai a todos os cristãos, a graça de compreender
na qual, à recitação da Ave-Maria
se junta a profunda meditação dos santos mistérios
da Vida, Morte e Ressurreição de Jesus, 
vosso Filho e nosso Redentor.
São Domingos, apóstolo do Rosário,
acompanhai-nos com a vossa benção,
na recitação do terço,
para que por meio desta devoção a Maria,
cheguemos mais depressa a Jesus,
e como na batalha de Lepanto,
Nossa Senhora nos leve à vitória
em todas as lutas da vida;
por seu Filho, Jesus Cristo,
na unidade do Pai e do Espírito Santo.
Assim seja! 
Amém!

terça-feira, 16 de agosto de 2016

19-NOSSA SENHORA DOS REMÉDIOS, 8 DE OUTUBRO


      A devoção a Nossa Senhora, sob o título do Bom Remédio (ou dos Remédios, do Remédio), teve origem na Ordem da Santíssima Trindade, que foi herdada do Fundador São João de Matha, morto em Roma em 17 de dezembro de 1213. Os seus filhos por suas obras árduas e multiformes que iriam enfrentar, necessitavam de uma ajuda poderosa que só a Mãe Celeste podia conceder. Acolhendo assim a preciosa herança, embelezaram com quadros e altares em honra da Mãe do Bom Remédio todas as próprias igrejas, e de tal forma difundiram a devoção que na batalha naval de Lepanto (1571), quando a sorte da Igreja foi salva do furor e do ódio dos turcos, o generalíssimo Dom João da Áustria quis confiar a si mesmo e a frota à proteção da Mãe do Bom Remédio, como atestam em suas bulas os papas São Pio V – 05 de março de 1572 – e Gregório XIII – 03 de dezembro de 1575.
        “Os frades [trinitários], para crescer quotidianamente na santidade e produzir frutos mais abundantes de apostolado, nutram pela Virgem Maria sentimentos de piedade filial e de verdadeira devoção, e fomentem o seu culto, venerando-a, segundo a antiqüíssima tradição da Ordem, sob o título de Bem-aventurada Virgem Maria do Bom Remédio, padroeira principal da nossa Ordem, recitando o rosário e celebrando o Sábado, segundo as rubricas, a Missa votiva e a Liturgia das Horas.” (Constituições dos Frades da Ordem da Santíssima Trindade N° 52).
        Conforme a tradição, o terceiro ministro geral da ordem trinitária, frei Guilherme o Escocês (+1222), foi o primeiro a inculcar o culto mariano com este título, apesar de que alguns escritores atribuem ao mesmo Fundador da Ordem da Santíssima Trindade, São João de Matha, a origem de tal invocação. Observe-se que, na linguagem medieval, os verbos “redímere” e “remediare” e os substantivos “redémptio” e “remédium”, tinham um significado similar: redimir, resgatar; resgate, remédio (com o sentido de salvação, libertação). Isto explica porque, nos escritos dos séculos XVI-XVII, se dão à padroeira os três títulos: “do Remédio”, “do Resgate”, “ da Libertação”.
        A representação mais antiga hoje conservada é uma imagem românica, que pertenceu à primeira casa dos trinitários em Marselha: a Virgem está sentada, com o Menino no braço esquerdo e com a bolsa de dinheiro no direito. A bolsa alude, como relatam muitos biógrafos, à aparição e ao socorro dado por Nossa Senhora a S. João de Matha quando, em Túnis e em Valência (Espanha), atormentado pelos muçulmanos que exigiam o preço duplicado por escravos já resgatados, sob ameaça de reconduzi-los em prisão, tendo-lhe suplicado fervorosamente como Mãe do Bom Remédio, foi por Ela miraculosamente provido.
        O Capítulo Geral da Ordem Trinitária de 1230, celebrado em Cerfroid, ratificou a veneração da Virgem Maria como patrona da Ordem. É, sobretudo, a partir do século XV que se desenvolve uma crescente atenção pela Virgem do Bom Remédio (ou do Remédio), a cuja invocação se dedicam igrejas, altares e confrarias, etc.
        O Capítulo Geral de 1688 mandou venerar a Virgem como padroeira com o título “do Remédio”, dedicando-lhe em cada convento um altar e celebrando sua festa a 7 de outubro, com sermão e particular solenidade. Em 1921, frei Xavier da Imaculada, Ministro Geral dos Trinitários, proclama o patrocínio da Virgem do Bom Remédio sobre toda a Ordem Trinitária; e este dado se inclui nas Constituições da Ordem de 1933. Com a Carta Apostólica “Sacrarium Trinitatis”, do dia 10 de março de 1961, o papa João XXIII deu caráter oficial na Igreja a este título e patrocínio.
        Na Família Trinitária, Maria é vista, por um lado, como modelo e guia de uma vida totalmente consagrada a Trindade; e, por outro, como modelo, guia e mãe providente de um apostolado evangélico orientado aos pobres e aos cristãos perseguidos. O trinitário a contempla e a abraça em sua condição de “trinitária” perfeita e de mãe “co-rendentora” unida a Cristo. E se confia à sua “mediação” maternal para ser configurado com Cristo trinitário-redentor e entregar-se ao pobre e ao oprimido com o espírito do “Magníficat”.
        “Santo Agostinho afirma, que sendo a Virgem mais santa que todos os santos, é também mais solícita e mais atenciosa que todos eles nas nossas provas. Então, tu que tens tantas necessidades espirituais e temporais, em casa e na família, aproxima-te desta Senhora que é Mãe do Bom Remédio e dize-lhe: Senhora, vem em meu auxílio; obtém o perdão dos meus pecados, o aumento de minhas virtudes, a saúde na enfermidade, o remédio nas tantas necessidades que tenho em minha vida terrena e sobretudo, Senhora, te peço, assegura-me a salvação eterna e que possa te ver no céu para amar-te mais do que tenho te amado neste mundo”. (“Os Milagres de Nossa Senhora do Remédio” de Paulo Aznar, osst, presbítero).
        A solenidade de Nossa Senhora do Bom Remédio, Mãe e Padroeira da Família Trinitária, se celebra em toda a Ordem a 8 de outubro.
        No Brasil, Nossa Senhora do Bom Remédio é mais conhecida com o título de “Nossa Senhora dos Remédios”.
        Segundo o livro “Invocações da Virgem Maria no Brasil” de Nilza Botelho Megale, 3a Edição, Vozes, esta invocação, de sabor tipicamente colonial, era muito popular na velha Lusitânia, principalmente nas cidades de Santarém e Lamego. Foi introduzida em Portugal por religiosos franceses da Ordem da Santíssima Trindade para a redenção dos cativos, que estiveram em Lisboa no início do século XIII.
         A Ordem se espalhou pela Europa, de maneira especial pela Península Ibérica (parte da qual era ocupada e dominada pelos muçulmanos) e até o século XVIII já havia libertado 900.000 escravos.
        Os frades Trinitários, com suas Confrarias e os devotos, se empenhavam na difusão de suas devoções específicas e assim trouxeram para o Brasil o culto da Virgem dos Remédios, em honra da qual ergueram capelas em várias províncias do Nordeste (Maranhão, Pernambuco e Bahia) e nas regiões barrocas de Minas Gerais .
         Ainda hoje se encontram capelas, igrejas, paróquias dedicadas a Nossa Senhora dos Remédios.
        Contudo, os mais famosos Santuários do Brasil dedicados a este orago foram: Paraty, São Paulo e Fernando de Noronha.
        Em Paraty, sua primeira igreja foi edificada em 1646 num terreno doado por Maria Jácome de Melo, sob a condição de que fosse dedicada à invocação de Nossa Senhora dos Remédios, da qual era muito devota. Nos fins do século XVIII foi iniciada outra matriz, ainda hoje inacabada, pois não possui as duas torres, que encerra alfaias e imagens de grande valor, como a antiga efígie da Senhora dos Remédios, considerada milagrosa. Dizem que o templo foi construído com o dinheiro dos piratas, encontrado numa afastada praia do município. Esgotado o tesouro, as obras ficaram paralisadas permanecendo a matriz como se encontra atualmente.
        Em São Paulo, a igreja dos Remédios, com seu frontispício de azulejos e sua história recheada de lendas, estava situada na Praça João Mendes. Era o refúgio dos escravos perseguidos e, nos últimos tempos do Império, o reduto preferido dos abolicionistas. Em 1941 ela foi demolida para o alargamento da praça, conhecida antigamente como Largo dos Remédios. 
        Dedicada a Nossa Senhora dos Remédios é também a única igreja existente na ilha de Fernando de Noronha, construída em estilo português em 1737, logo depois da expulsão dos franceses que ali permaneceram durante um ano. Fica perto da sede do governo da Vila dos Remédios.

Oração:
Ó Virgem Imaculada e nossa suave Mãe do Bom Remédio, 
nós nos oferecemos inteiramente ao vosso doce amor 
e ao vosso santo serviço. 
Consagramos a vós nossa mente com seus pensamentos, 
nosso coração com seus afetos, 
nosso corpo com seus sentimentos 
e todas as suas forças, 
e prometemos trabalhar sempre para a maior glória de Deus 
e para a salvação das almas.
Vós, no entanto, ó Virgem incomparável, 
que sempre fostes o seguro remédio do povo cristão, 
oh! continuais a sê-lo especialmente nestes dias. 
Acompanhai a santa Igreja na sua missão;
iluminai e fortalecei os Bispos e os Sacerdotes 
guardando-os sempre unidos ao Papa; 
preservai a juventude dos falsos ídolos; 
promovei as vocações e aumentai o número dos ministros, 
a fim de que por meio deles 
o reino de Jesus Cristo permaneça entre nós 
e se estenda até os confins da terra. 
Mas também por nós vos suplicamos, 
ó grande Mãe de Deus. 
Ensinai-nos a imitar vossas virtudes, 
de maneira especial a modéstia angelical, 
a humildade profunda e a caridade ardente, 
e assim, quanto for possível, 
com nosso exemplo anunciemos de verdade Jesus, 
vosso Filho bendito, 
e façamos conhecer e amar a vós confiantes 
em poder salvar muitas almas.
Fazei, ó Nossa Senhora do Bom Remédio, 
que sejamos todos amparados sob o vosso manto de Mãe, 
e a recordação do amor 
que tendes para com os vossos devotos, 
nos seja de tal conforto até tornar-nos vitoriosos 
contra os perigos da nossa alma na vida e na morte, 
e nos dê a certeza de estarmos convosco 
gozando da vossa presença no Paraíso. 
Amém. 
Três Ave Maria... Glória ao Pai...

LINDO HINO A NOSSA SENHORA DOS REMÉDIOS, CONFIRA!



(Texto do site da Ordem Trinitária, a qual Nossa Senhora dos Remédios é padroeira- http://www.trinitarios.com.br/2011/03/nossa-senhora-do-bom-remedio.html) 

segunda-feira, 6 de junho de 2016

12-NOSSA SENHORA MÃE RAINHA E VENCEDORA, TRÊS VEZES ADMIRÁVEL DE SCHOENSTATT, 18 DE OUTUBRO



     
        As diversas partes do nome, além de um profundo conteúdo pelo processo histórico e agraciado, tem seu fundamento teológico:

Mãe - ela nos foi dada como Mãe por Jesus agonizante na cruz: "Eis ai a tua Mãe!" (Jo 19, 27). Como Igreja formamos o corpo místico de Jesus Cristo, portanto, sua Mãe é também a nossa Mãe.

Rainha – Maria foi concebida sem pecado, é a criatura mais perfeita, a obra-prima do Altíssimo Senhor. Ela é Mãe do Rei do Universo. Na anunciação disse-lhe o Anjo: "Eis que conceberás e darás à luz um Filho... Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará na casa de Jacó para sempre, e o seu reinado não terá fim" (Lc 1,31). Depois de sua assunção ao céu ela foi coroada como Rainha do céu e da terra.

Vencedora Deus lhe deu o poder de esmagar a cabeça da serpente e triunfar sobre todos os poderes diabólicos. "Porei inimizade entre ti e a mulher, entre tua linhagem e a linhagem dela. Ela te esmagará a cabeça..." (Gen. 3,15).
Ela continuará a vencer todos os inimigos do Reino de seu Filho: "A vitória virá por meio de Maria, porque Cristo quer que a sua vitória a ela esteja unida".(Papa João Paulo II)

Três Vezes Admirável É a obra mais perfeita de Deus Trino, a Filha admirável do Pai eterno, a Esposa admirável do Espírito Santo e a Mãe admirável do Filho divino. Maria é Admirável como: Mãe de Deus, Mãe do Redentor e Mãe dos remidos.

De Schoenstatt –
Deus escolheu esse lugar singelo para que ela estabelecesse neste Santuário de Graças, iniciando uma peregrinação mundial em busca dos filhos ao Pai.Schoenstatt é uma palavra alemã que significa "Belo Lugar". Tendo uma natureza muito bela, o lugar torna-se ainda mais belo porque ali o Divino irrompe no humano, pela presença de Maria no Santuário de graças. Lugar abençoado de peregrinações, onde muitos, por Maria, com Cristo e no Espírito Santo chegam ao Pai eterno.
Schoenstatt é uma Obra Internacional, um movimento de renovação religioso-moral a serviço da Igreja.

        A devoção a Nossa Senhora de Schoenstatt surgiu em 1912 a partir do movimento criado pelo Pe José Kentenich, chamado Obra de Schoenstatt. O padre, ao fazer uma palestra aos alunos do Seminário em Schoenstatt, na Alemanha, convocou a todos a orarem e fazerem sacrifícios para que a capela da Congregação, então consagrada a São Miguel, fosse o ponto de partida de um movimento que se espalhasse por todo o mundo. A capela deveria tornar-se, assim, um local de manifestação das glórias de Nossa Senhora.
        Schoesntatt (Schönstatt – que significa Belo Lugar) é uma região da cidade de Vallendar, próximo de Coblença,
        Esse movimento ficou conhecido como “Aliança de Amor de 1914”, e em 18 de outubro desse mesmo ano foi oficializada a Obra de Schoesntatt. Em 1915, os fiéis, então, deram o nome de “Maria Três Vezes Admirável” à imagem colocada na capelinha de São Miguel, e que é cópia do quadro original pintado por Crosio, um pintor italiano do século XIX. Maria é venerada como intercessora junto à Deus, alcançando tríplice graça a seus devotos: a graça do abrigo espiritual, a graça da missão e da fecundidade apostólica.
        Réplicas dessa capelinha percorrem as casas dos fiéis e muitos têm sido os relatos de peregrinos que acorrem a santuários dedicados à Nossa Senhora de Schoenstatt que então se espalharam pelo mundo inteiro. A todos os que procuram os santuários são dedicadas três graças: a do abrigo espiritual, a da transformação interior e a da missão apostólica.

Imagem

        A imagem de graças da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt é a reprodução de uma obra do pintor italiano, Crosio, criada no fim do século XIX. O título original desta imagem é “Refugium Peccatorum” – Refúgio dos pecadores.
Na imagem vemos Maria, a Mãe de Deus, com seu Filho Jesus, intimamente unidos.
Maria segura seu Filho com ambas as mãos. Com a esquerda O estreita a si, e com a direita segura o braço do Filho, oferecendo-O ao mesmo tempo a Deus Pai. Apesar de sua atitude tão relacionada com o Filho, ela O abraça desprendida de si mesma. Será que Ela espera que alguém Lhe peça o filho? Seus olhos falam desta espera.
A atitude interna da Mãe em relação ao seu Filho se expressa também nas múltiplas dobras do seu manto. De um lado Ela envolve e protege o Menino, mas deixa a visão totalmente livre para o Filho divino. Maria deseja conduzir Jesus a todos os homens que a Ela se confiam.
O Véu que cobre a cabeça da Mãe parece continuar a envolver o Filho como se fossem um só. Este detalhe encontra expressão muito acertada numa oração do Pe. Kentenich, fundador da Obra de Schoenstatt:

Imagem Peregrina
Vem, habita em nossa terra,
Com teu Filho, Mãe de Deus.
Que seguindo vossos passos
Ele encontre a paz de Deus.
Por Maria, a Cristo unida,
Pátria, tu serás remida.


Coroa na Imagem Peregrina
        A coroação da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt tem uma caminhada histórica. A coroação da Peregrina Original acontece em 10 de setembro de 1955, quando a Campanha completava cinco anos. A coroa foi conquistada material e espiritualmente pelo Sr. João e as crianças da Escola Humberto de Campos, em Santa Maria, Rio Grande do Sul. A partir deste momento a coroação da Mãe Peregrina Original é renovada a cada ano.

CONSAGRAÇÃO A NOSSA SENHORA
Ó Senhora minha ó minha Mãe,
Eu me ofereço todo a vós
E, em prova da minha devoção para convosco,
Vos consagro, neste dia,
E para sempre,
os meus olhos, meu ouvidos,
minha boca, meu coração e,
inteiramente, todo o meu ser:
e por assim sou vosso,
Ó incomparável Mãe,
Guardai-me, defendei-me
Como coisa e propriedade vossa.
Lembrai-vos que vos pertenço,
Terna Mãe, Senhora nossa;
Guardai-me e defendei-me
Como coisa própria vossa
Amém.

ORAÇÃO:
Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável.
Mostra-Te Mãe na minha vida.
Toma-me nos Teus braços, toda vez que sou frágil.
Mostra-Te Rainha e faz do meu coração o Teu trono.
Reina em tudo o que eu fizer.
Eu Te corôo como Rainha dos meus empreendimentos, 
dos meus sonhos
e dos meus esforços.
Mostra-Te vencedora no meu dia a dia, 
esmagando a cabeça da serpente
do mau, nas tentações que me afligem.
Vence em mim o egoísmo, a falta de perdão, 
a impaciência, a falta de fé,
de esperança e de amor.
Tu és Três Vezes Admirável.
Eu sou mil vezes miserável.
Converte-me Mãe, para a glória de Teu Filho Jesus.
Amém.

sábado, 7 de maio de 2016

3-NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA (PADROEIRA DO BRASIL),12 DE OUTUBRO

        Nossa Senhora Aparecida, é a padroeira do Brasil. Ela é reverenciada numa estátua de Nossa Senhora da Conceição, vestida com um manto azul todo enfeitado. Ela fica exposta na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida, interior do Estado de São Paulo. A festa em sua honra é celebrada no dia 12 de outubro, também dia das crianças. Este dia é feriado para os brasileiros desde 1980, quando a basílica foi consagrada por João Paulo II em sua primeira visita ao Brasil. A basílica de Aparecida é a segunda maior do mundo, e a maior igreja dedicada a Nossa Senhora, a quarta igreja mariana que recebe mais visitas no mundo, com a incrível capacidade de receber 45 mil romeiros no seu interior.

História de Nossa Senhora aparecida

Os fatos foram registradosParóquia de Santo Antônio de Guaratinguetá, à qual pertencia a região onde a imagem foi encontrada. A imagem apareceu em outubro de 1717. E os fatos aconteceram assim:

pelos padres José Alves Vilela, em 1743, e João de Morais e Aguiar, em 1757. Esses registros foram feitos nos livros da
Dom Pedro de Almeida, governante da capitania de São Paulo e Minas de Ouro, homem que detinha também o título de Conde de Assumar, passava por Guaratinguetá, SP, quando viajava para Vila Rica, MG. A população organizou uma festa para receber o conde de Assumar. Para prepararem a comida, pescadores foram para o rio Paraíba com a difícil missão de conseguirem muitos peixes para a comitiva do governador, mesmo não sendo tempo de pesca. Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves, sentindo o peso de sua responsabilidade, fizeram uma oração pedindo a ajuda da Mãe de Deus. Depois de tentar várias vezes sem sucesso, na altura do Porto Itaguaçu, já desistindo da pescaria, João Alves lançou a rede novamente. Não pegou nenhum peixe, mas apanhou a imagem de Nossa Senhora da Conceição. Porém, faltando a cabeça. Emocionado, lançou de novo a rede e, desta vez, pegou a cabeça que se encaixou perfeitamente na pequena imagem. Só este fato, já foi um grande milagre. Mas, após esse achado, eles apanharam tamanha quantidade de peixes que tiveram que retornar ao porto com medo de a canoa virar. Os pescadores chegaram a Guaratinguetá eufóricos e emocionados com o que presenciaram e toda a população entendeu o fato como intervenção divina. Assim aconteceu o primeiro de muitos milagres pela ação de Nossa Senhora Aparecida.

Devoção a Nossa Senhora Aparecida

A imagem ficou na casa de Filipe Pedroso por 15 anos. Ali, os amigos e vizinhos se encontravam para rezar à Nossa Senhora da Conceição. Graças e mais graças começaram a acontecer e a história se espalhava Brasil afora. Por várias vezes, à noite, ao rezarem junto à imagem, as pessoas viam que as luzes se apagavam e depois acendiam misteriosamente. Então, todo o povo da vizinhança passou a rezar aos pés da imagem. Construíram um pequeno oratório em Itaguaçu, que em pouco tempo já não comportava o grande número de fieis que para lá acorria.

Primeira Capela

O vigário da cidade de Guaratinguetá resolveu construir uma capela no morro dos Coqueiros. As obras terminaram em julho de 1745. O filho de Filipe Pedroso ajudou a construir essa capela. No dia 20 de abril de 1822, o imperador Dom Pedro I, juntamente com uma grande comitiva, fizeram uma visita à capela para homenagear a imagem milagrosa da Senhora de Aparecida, como também é conhecida.
A quantidade de pessoas e romeiros que visitavam a imagem aumentava a cada dia. Por isso, em 1834, deram início às obras da igreja que é conhecida hoje como Basílica Velha. Ela era bem maior que a capela e foi consagrada no dia 8 de dezembro do ano de 1888.

Coroa e Manto de Nossa Senhora Aparecida

Em sua segunda visita à basílica, feita no dia 6 de novembro de 1888, a Princesa Isabel ofereceu à santa uma bela coroa feita de ouro, enfeitada com rubis e diamantes. Era o cumprimento da promessa feita 20 anos antes, na primeira visita feita à imagem.

Missionários Redentoristas

Os Missionários Redentoristas, congregação de origem italiana, chegaram a Aparecida em outubro de 1894. Eram padres, religiosos e irmãos que se dedicavam ao trabalho de atender a todos os romeiros que chegavam para rezar e cumprir suas promessas a Nossa Senhora Aparecida.

Coroação e favores

A imagem foi solenemente coroada – com a coroa que a Princesa Isabel doou – em 8 de setembro de 1904. A imagem passou a ser apresentada, então, com o manto azul anil, bordado com ouro e pedras preciosas. A celebração foi presidida por Dom José Camargo Barros. Estavam presentes o Núncio Apostólico, vários bispos, o senhor Rodrigues Alves, então Presidente da República, e grande multidão. Após este fato, o Santo Padre concedeu ao Santuário de Aparecida outros favores: Ofício e missa própria de Nossa Senhora Aparecida e indulgências para os romeiros em peregrinação ao Santuário.

A BASÍLICA E A CIDADE

Em 29 de abril de 1908, a igreja passou a ser chamada de Basílica Menor e sua sagração se deu no dia 5 de setembro de 1909. Para a solenidade o Papa Pio X enviou, de Roma, relíquias de São Vicente Mártir. No dia 17 de dezembro de 1928, a vila que crescera em volta da Basílica e que pertencia ao município de Guaratinguetá, fica independente, tornando-se o município de Aparecida do Norte. Hoje, a cidade se chama Aparecida.

Nossa Senhora Aparecida, Rainha e padroeira do Brasil

O Papa Pio XI decreta Nossa Senhora da Conceição Aparecida como Rainha e Padroeira do Brasil no dia 16 de julho de 1930. A Lei Federal nº 6.802 (30/06/1980) decreta oficialmente o dia 12 de outubro como feriado nacional, dia de devoção à santa. Esta Lei Federal também reconhece Maria como sendo a protetora do Brasil.

Rosa de Ouro

Em 1967, na festa de 250 anos da devoção, o Papa Paulo VI ofereceu ao Santuário a Rosa de Ouro, gesto repetido pelo Papa Bento XVI, que ofereceu outra Rosa, em 2007, por ocasião de sua Viagem Apostólica ao país, reconhecendo a importância da devoção a Nossa Senhora Aparecida e do Santuário de Aparecida para o Brasil.

Nova Basílica

O fenômeno de Aparecida é impressionante. O número de romeiros cresce, cresce, cresce. Milhares de graças e milagres são relatados ano após ano. Por isso, uma nova basílica, bem maior, começou a ser construída em 1955 para acolher o numeroso fluxo de romeiros vindos de todo o país. Benedito Calixto, o arquiteto responsável pela obra, idealizou um edifício no formato da cruz grega. A igreja tem 168m de largura por 173m de comprimento. Suas naves chegam a 40m de altura e a cúpula central alcança 70m de pé direito. É uma obra impressionante. No dia 4 de julho de 1980, numa celebração eucarística solenemente conduzida pelo Papa João Paulo II, a Basílica de Nossa Senhora Aparecida foi finalmente consagrada. O santuário de Aparecida é a maior basílica do mundo dedicada à Maria Mãe de Deus.

Consagração a Nossa Senhora Aparecida Oficial:

Ó Maria Santíssima,
pelos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo,
em vossa querida imagem de Aparecida,
espalhais inúmeros benefícios sobre todo o Brasil. 
Eu, embora indigno
de pertencer ao número de vossos filhos e filhas,
mas cheio do desejo de participar
dos benefícios de vossa misericórdia,
prostrado a vossos pés,
consagro-vos o meu entendimento,
para que sempre pense no amor que mereceis;
consagro-vos a minha língua
para que sempre vos louve e propague a vossa devoção;
consagro-vos o meu coração,
para que, depois de Deus,
vos ame sobre todas as coisas.
Recebei-me, o Rainha incomparável,
vós que o Cristo crucificado deu-nos por Mãe,
no ditoso número de vossos filhos e filhas;
acolhei-me debaixo de vossa proteção;
socorrei-me em todas as minhas necessidades,
espirituais e temporais,
sobretudo na hora de minha morte.
Abençoai-me, o celestial cooperadora,
e com vossa poderosa intercessão,
fortalecei-me em minha fraqueza,
a fim de que, servindo-vos fielmente nesta vida,
possa louvar-vos,
amar-vos
e dar-vos graças no céu,
por toda eternidade.
Assim seja!